<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977</id><updated>2011-08-01T13:59:58.322-07:00</updated><title type='text'>Bastidores da Cultura</title><subtitle type='html'>Todas as nuances da cultura</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-4280968754505627819</id><published>2010-10-23T19:32:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T19:33:52.008-07:00</updated><title type='text'>A porção escritora do ator Lázaro Ramos</title><content type='html'>O ator Lázaro Ramos esteve em São José dos Campos ontem para lançar o seu primeiro livro, "A Velha Sentada" (Editora Uirapuru), durante a 8ª Feira do Jovem Empreendedor Joseense. À princípio, pode parecer estranho o lançamento de um livro infantil em um evento sobre empreendedorismo, mas para quem conhece a vocação da cidade e participou da coletiva do ator e escritor, a explicação fica bem clara.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O livro é mais um dos empreendimentos do ator, que desde os 16 anos se colocou como protagonista da própria história quando o grupo Olodum, do qual fazia parte, precisava de alguém para carregar seus pesados instrumentos de um bairro à outro da malemolente capital baiana. Sem pensar duas vezes ele disse "Eu levo!", mesmo com todos à sua volta duvidando de sua capacidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o garoto levou os tais instrumentos. Em sete viagens de ônibus, é verdade, mas levou. Dali para frente, dedicou-se tanto ao grupo e à profissão de ator que acabou tornando-se produtor do grupo. Mais uns anos e o baianinho "topetudo" virou estrela global. E como se não fosse suficiente, resolveu ser ator. Por que?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Porque eu sou abusado para caramba e adoro experimentar as coisas", brincou arranco gargalhadas da imprensa. Brincadeira que tem um toque de seriedade, afinal, se tem uma coisa que eu aprendi fazendo a cobertura da Feira foi que empreender é, justamente, abusar das oportunidades, "dar a cara à tapa e se jogar no mundo", como bem definiu o novo escritor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lázaro despertou ainda mais a minha admiração quando disse que o sucesso não depende de fama, mas o que se faz para permanecer em destaque. Nas palavras dele: "Eu só poderei explicar essa palavra [&lt;i&gt;sucesso&lt;/i&gt;] quando eu tiver 85 anos e puder olhar para trás e avaliar tudo o que eu fiz".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para justificar o fato de escrever um livro em uma época em que o número de leitores no Brasil está em franca decadência o ator foi de uma beleza emocionante em seu discurso. "Já que eu conquistei visibilidade quero levar coisas boas para as pessoas e um livro é a melhor coisa do mundo", disse.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que mensagem ele quer passar ao contar a sua história empreendedora para os construtores do país do futuro? Simples: "Empreender é acreditar em si mesmo mesmo que todo mundo não acredite. É se aprimorar, &amp;nbsp;procurar estratégias para realizar e, muitas, vezes, é não ter outra oportunidade", ensinou o ator que &amp;nbsp;ainda se emociona com o título de escritor que lhe foi conferido recentemente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O livro. &lt;/b&gt;Se tudo isso não bastasse, "A Velha Sentada" conta a história de uma garotinha que te tão desanimada parece ter mais idade do que realmente tem. Um dia uma vizinha lhe diz que ela "parece ter uma velha sentada na sua cabeça" e, no melhor estilo "Marcelo, marmelo, martelo" (&lt;i&gt;o menino que levava tudo ao pé da letra, da obra infantil de Ruth Rocha &lt;/i&gt;) ela mergulha na própria imaginação em busca dessa velha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No meio dessa trama aparentemente inocente e lúdica, Lázaro aproveita o espaço para discutir temas como o uso consciente da internet e o&lt;i&gt;&amp;nbsp;buillying&lt;/i&gt;. Alternativa muito esperta de transmitir coisas boas para a molecada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É como eu sempre digo, algumas pessoas merecem o sucesso que tem. Se já aplaudia o ator, aplaudo mais o escritor e mais ainda o ser humano. Tem certas situações que só o meu trabalho pode me proporcionar.... Conhecer pessoas interessantes é uma delas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sobre a obra de Ruth Souza&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;Quem não conhece "Marcelo Marmelo Martelo" deve conhecer. Marcelo é uma criança saudável, esperta e questionadora. Imagina todas as cenas que escuta e quer respostas que não existem como o porquê do nome das coisas. Não sei quanto a vocês, mas eu tinha (tenho) uma boa porção de "Marcelo Marmelo Martelo". Alguém aí sabe me dizer por que cadeira chama cadeira e não chama mesa?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-4280968754505627819?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/4280968754505627819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/10/porcao-escritora-do-ator-lazaro-ramos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4280968754505627819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4280968754505627819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/10/porcao-escritora-do-ator-lazaro-ramos.html' title='A porção escritora do ator Lázaro Ramos'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-2958536593549134293</id><published>2010-03-16T09:00:00.000-07:00</published><updated>2010-03-16T17:45:31.540-07:00</updated><title type='text'>Diogo Poças resgata a qualidade da música brasileira</title><content type='html'>Com 1,92 m de altura, traços marcantes e carisma de sobra, &lt;b&gt;Diogo Poças&lt;/b&gt; bem que poderia ser modelo, mas não é. Contrariando as evidências, o moço é um cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dos melhores que o Brasil já produziu nos últimos tempos. Autêntico e corajoso, Diogo arrisca fazer Bossa Nova em tempos de &lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/musica-e-modernidade.html"&gt;batidas contagiantes, refrões de fácil memorização e pouco (ou nenhum) conteúdo. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falante, maduro e tendo a &lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/p/musica-no-dna.html"&gt;música no seu DNA &lt;/a&gt;o cantor é um romântico incorrigível que fez uma música para conquistar a mulher dos seus sonhos (e conquistou!), acredita no seu trabalho e não tem o menor pudor em se assumir como um homem sensível em todos os sentidos. “Eu sou tudo o que não pode: nervoso, ansioso, chorão...”, confessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Aos 35 anos o rapaz vive (quase) a plenitude de sua vida (&lt;i&gt;para atingir esse estágio ainda falta um filho, mas isso é uma outra história!&lt;/i&gt;). Diogo Poças é um cantor muito especial. Com um timbre de voz peculiar, seu som é cheio de charme e bossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não negue seu amor ao ritmo de Tom Jobim, em seu CD de estreia, &lt;i&gt;Tempo,&lt;/i&gt; o cantor vai do samba ao &lt;i&gt;reggae&lt;/i&gt;, passando pela MPB e arranjando espaço até para o &lt;i&gt;jazz pop&lt;/i&gt; clássico de Frank Sinatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S6AdwrE9qxI/AAAAAAAAALI/cuQvZMtvmuE/s1600-h/diogo2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S6AdwrE9qxI/AAAAAAAAALI/cuQvZMtvmuE/s200/diogo2.jpg" width="135" /&gt;&lt;/a&gt;A influência dos acordes do dono dos mais enigmáticos e sedutores olhos azuis da história da música se faz presente na regravação de &lt;i&gt;Moonlight Serenade&lt;/i&gt;, que causa discórdia na crítica especializada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu recebi muitas críticas por ter regravado. Boas e ruins, mas eu quis gravar do meu jeito. O cara é o Frank Sinatra!!!!! Nunca vou ser igual a ele!!!!”, diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Sinatra, outros dos seus ídolos estão presentes no álbum através de versões de canções que fazem parte da trilha sonora pessoal do cantor: Tom Jobim, Caetano e Gil deixam a sua marca e compõem o repertório de &lt;i&gt;Tempo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente do seu tamanho musical, Diogo não fez questão de se prender ao formato de suas fontes de inspiração e criou versões inusitadas que carregam uma assinatura musical inconfundível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;A escolha do repertório teve como único critério o gosto pessoal. “Eu comecei a cantar a uma altura da vida em que pouca coisa me importa muito. Fiz o disco para mim, com as canções que eu gosto. Quero falar de amor, beleza, de coisas bonitas com músicos bons. Isso é que importa”, confessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é possível afirmar que ele conseguiu fazer isso com excelência. Diogo Poças é transparente, passional e transmite a sua verdade em cada sentença. Depois de uma conversa de pouco mais do que meia hora, já dá para se ter boa noção do que vai na alma desse artista que transpira sensibilidade e ver tudo isso traduzido em suas letras e no jeito com que entoa versos consagrados. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Cheio de Bossa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos três anos de idade, o cantor já espalhava sua bossa em gravações familiares. De lá para cá, Diogo se envolveu com publicidade e foi acumulando composições e canções por 16 anos, até que um acidente de moto o obrigou a dar um &lt;i&gt;stop&lt;/i&gt; no ritmo frenético da sua vida e disparou um alarme interno: era hora de realizar seu sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A verdade é que quando você passa por uma situação dessas, desperta uma série de questões internas... eu tive mesmo de morrer mesmo. Daí eu parei, terminei algumas músicas, busquei parcerias e me envolvi nisso. A publicidade não estava me trazendo felicidade”, revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5-oK_r1F4I/AAAAAAAAAKw/4yFZNRJdmag/s1600-h/cd.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="181" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5-oK_r1F4I/AAAAAAAAAKw/4yFZNRJdmag/s200/cd.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Seu sonho de infância era ser &lt;i&gt;crooner&lt;/i&gt;, aquele cantor de baladas populares do mesmo naipe de Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e Bing Crosby, ou, na tradução de Diogo Poças, “aquele cantor que independe da banda, cantor por profissão mesmo”, define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Diogo, o ofício cantor está muito banalizado nos dias de hoje e é justamente o resgate da indescritível emoção de cantar que ele pretende fazer com o seu talento. “Cantar é diferente de tudo, é como saltar de &lt;i&gt;bungee jump&lt;/i&gt;...é uma exposição constante, uma profissão de risco, um nervo exposto...”, dispara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem mergulha no abismo vazio, Diogo Poças se lançou na cena musical brasileira ousando tirar a poeira do cinqüentenário estilo musical que projetou o Brasil no mundo através dos acordes de Tom, Vinícius e companhia e justifica a sua escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Bossa Nova é chique, tem brasilidade, samba, cantor, compositor e harmonia. É a síntese de tudo o que eu amo na vida, sem contar que é um movimento brasileiro, que aflorou no teu jardim e isso não tem preço!”, orgulha-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S6AevqPC4GI/AAAAAAAAALg/cogZfCaYnZ0/s1600-h/diogo1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S6AevqPC4GI/AAAAAAAAALg/cogZfCaYnZ0/s200/diogo1.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;Para Diogo Tom Jobim é o típico artista multitarefa, embora não tenha gravado nenhuma canção do mestre, em seu show faz questão de cantar “Lígia”, como uma forma de homenagear o grande mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tom me encanta pela sua sensibilidade artística. Ele é compositor excepcional, intérprete maravilhoso e um pensador acima de tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;Outro personagem que merece destaque em suas referências musicais é o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil. “Gil está no meu coração. Amo mesmo. Eu tive a sorte de conhecê-lo e é incrível como você se sente pequeno pelo tamanho do cara....”, declara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fã confesso, Diogo não resistiu e gravou “A linha e o linho”, uma das mais belas canções de Gilberto Gil. Na voz de Diogo, a música ganhou uma aura de leveza e simplicidade bem diferentes do tom melancólico que o mestre Gil imprimiu aos mesmos versos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a ousadia de trazer de volta a Bossa Nova para uma época que nem de longe lembra o romantismo do final da década de 50, Diogo tem uma justificativa simples: “Acredito, sinceramente que a Bossa Nova sempre terá espaço na sociedade. Se não existir isso, prefiro morrer tentando”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-2958536593549134293?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/2958536593549134293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/03/diogo-pocas-resgata-qualidade-da-musica.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2958536593549134293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2958536593549134293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/03/diogo-pocas-resgata-qualidade-da-musica.html' title='Diogo Poças resgata a qualidade da música brasileira'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S6AdwrE9qxI/AAAAAAAAALI/cuQvZMtvmuE/s72-c/diogo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-1692485415949374855</id><published>2010-03-08T06:44:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T17:38:11.294-08:00</updated><title type='text'>Sobre sexo, mentiras e videotape</title><content type='html'>Foi em clima de descontração e cumplicidade que o elenco da peça &lt;i&gt;PLAY!&lt;/i&gt; recebeu o &lt;b&gt;Bastidores da Cultura &lt;/b&gt;no último sábado, 6 de março, para uma animada entrevista. &lt;b&gt;Sérgio Marone,&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Daniela Galli&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Rodrigo Nogueira&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Cynthia Falabella &lt;/b&gt;esbanjaram bom humor e simpatia para falar de um assunto tão polêmico quanto delicado nos dias de hoje: &lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/p/fidelidade.html"&gt;fidelidade&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5WaMnpYhUI/AAAAAAAAAKI/SMtRVdBX5bw/s1600-h/bagunca3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="139" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5WaMnpYhUI/AAAAAAAAAKI/SMtRVdBX5bw/s320/bagunca3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Com conceitos diferentes sobre o tema, os atores ressaltam justamente o caráter atual do assunto como a razão para o sucesso da peça. “É um texto extremamente contemporâneo, de fácil identificação e que provoca boas reflexões”, destaca Marone. Daniela acredita que esse é um dos fatores, mas acrescenta: “O texto atinge uma gama de faixas etárias muito diferentes, tem uma linguagem muito ágil e a discussão entre o que é verdade e o que é mentira é muito pertinente hoje”, diz a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteirista e um dos protagonistas da peça, Rodrigo acredita em um quinto elemento no palco: a cumplicidade entre os atores. “A nossa relação, essa vontade de estar junto dá uma leveza ao texto que é muito quadrado, isso se reflete no humor”, observa o ator. Cynthia faz coro com o amigo: “Teatro é coletivo, se não existe 50% de cada um dos elementos que estão aqui, não funciona”, afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A peça&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;PLAY!&lt;/i&gt; nasceu da vontade da atriz e produtora da peça, Maria Maya, de levar para os palcos uma adaptação do filme “Sexo, Mentiras e Videotape” (1989), do consagrado diretor Steven Sonderberg, que conta a história de um triângulo amoroso entre César (Rodrigo Nogueira) e as irmãs Ana (Daniela Galli) e Carla (Cynthia Falabella). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria tentou conseguir os direitos do filme, mas não foi feliz. No entanto, não desistiu da ideia de levar aquela temática para o teatro, assim, contou com apoio de Rodrigo Nogueira, que relembra o episódio. “Diante da impossibilidade de transformar o filme numa peça, Maria decidiu fazer &lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/p/sinopse.html"&gt;uma peça sobre o filme&lt;/a&gt;, trabalhando os conceitos de verdade e mentira. O filme é antigo, o texto é mais profundo, não fazia sentido reproduzir e o resultado agradou direção e produção da peça”, orgulha-se o dublê de ator e roteirista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Como se pode imaginar, falar de um triângulo amoroso envolvendo irmãs não é uma tarefa fácil, mas Rodrigo dissolveu esse nó com doses extras de bom – humor. Na verdade, a grande temática da peça é o embate entre verdade e mentira, fidelidade e traição, são essas as reflexões que os atores querem levar para o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Daniella, as relações humanas hoje pecam pela superficialidade e é preciso refletir muito sobre esse assunto para que o amor e o respeito não se percam nesse universo raso. “Hoje usa-se de muitos artifícios, muitas regras e pouca verdade nos relacionamentos. Essa é a grande reflexão que a peça traz", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5WakjHeXYI/AAAAAAAAAKQ/KjSmMNnA5nc/s1600-h/careta1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="106" src="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5WakjHeXYI/AAAAAAAAAKQ/KjSmMNnA5nc/s200/careta1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Para Rodrigo, o grande barato da peça é fazer as pessoas pensarem sobre o tênue limiar entre verdade e mentira no mundo contemporâneo. “Não existe mais diferença entre o real e o ficcional. E se não existe isso, o que me impede de criar uma verdade para mim, de inventar uma vida que eu quero?”, provoca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Sérgio acredita no debate sobre intimidade como o principal questionamento de PLAY! “Não precisa ter intimidade para ter sexo e nem sempre o sexo envolve intimidade e as pessoas estão cada vez mais distantes e carentes”, avalia o ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Desde a estreia, o espetáculo está lotando a casa e fazendo sucesso entre&lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/p/fas.html"&gt;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;jovens&lt;/a&gt; e adultos.&lt;/span&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;E se você se interessou pela matéria, corra, &lt;span id="goog_1268095032402"&gt;&lt;/span&gt;a temporada de PLAY! &lt;st1:personname productid="em São José" w:st="on"&gt;em  São José&lt;/st1:personname&gt; dos Campos está acabando!&lt;span id="goog_1268095032403"&gt;&lt;/span&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JlfIhCGPJkI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JlfIhCGPJkI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A peça fica em cartaz até 14 de março. Sábado (13), às 21h e domingo (14), às 19h, no Teatro Colinas, que fica na Av. São João, 2.200 - térreo - Jardim das Colinas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: white; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"&gt;ão João, 2.20 na 0na&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-1692485415949374855?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/1692485415949374855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/03/sobre-sexo-mentiras-e-videotape.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1692485415949374855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1692485415949374855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/03/sobre-sexo-mentiras-e-videotape.html' title='Sobre sexo, mentiras e videotape'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S5WaMnpYhUI/AAAAAAAAAKI/SMtRVdBX5bw/s72-c/bagunca3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-898900374701108563</id><published>2010-02-19T08:39:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T08:50:41.316-08:00</updated><title type='text'>Nadiejo usa a música para transformar</title><content type='html'>Talentoso, bem informado, consciente de seu papel social. Assim é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nadiejo Pedroso&lt;/span&gt;, cantor que canta e encanta os ouvintes joseenses há quase quinze anos.  Ousado e dono de arranjos criativos para músicas já conhecidas pelo grande público,  Nadiejo é um dos poucos brasileiros que conseguem tirar seu sustento da arte, apesar do pouco incentivo à cultura no país. “Eu vivo de música e com a música”, orgulha-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, cantar é mais do que exercer uma profissão ou mostrar um talento, a música assume um sentido que vai além do que se vê à primeira vista.  “A música é uma ferramenta de transformação íntima e social e quanto mais pessoas forem atingidas, melhor. Meu objetivo é levar mais emoção e mais beleza para a vida de mais pessoas”, revela sem medo de parecer piegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S37AoZr83OI/AAAAAAAAAJI/b-T1C8XBjXY/s1600-h/nadiejo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S37AoZr83OI/AAAAAAAAAJI/b-T1C8XBjXY/s400/nadiejo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439997200232668386" /&gt;&lt;/a&gt;O moço confessa que a maior dificuldade para se firmar em mercado tão pouco valorizado é a financeira, mas acrescenta que, no caso específico de São José dos Campos (SP), falta mais excelência na produção artística. Segundo ele, a cidade tem espaço, público e talentos, mas falta divulgação. “O fazer artístico na cidade ainda é muito amador. Aristas e empresários não investem o suficiente nas produções; os espaços são mal construídos, em alguns, os artistas ficam escondidos como se a música não pudesse incomodar os clientes”, lamenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as dificuldades, Nadiejo tem conseguido bastante fôlego ao longo de sua carreira. Com uma média de 20 shows por mês, atraindo um público que ronda a casa dos cem, o cantor se diz feliz com o seu balanço profissional. Carioca criado em solo joseense, o artista revela que já cantou para públicos diversos em preferências e volume, e garante que todas as adversidades são compensadas pelo prazer de cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A carreira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maduro e experiente, Nadiejo apresenta formatos de shows diferenciados que dependem do local e do público para o qual vai cantar. Em média, apresentação dura entre duas e três horas em que o cantor faz um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mix&lt;/span&gt; entre suas composições e os sucessos já conhecidos do público, mas quem vai esperando um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cover&lt;/span&gt;, ou seja, quem quer fechar os olhos e imaginar seu artista favorito tal a semelhança com o original, é melhor nem perder tempo e ficar em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque Nadiejo tem um jeito muito especial de interpretar as canções consagradas pelos grandes nomes da música. Sem o menor receio, ele brinca com os arranjos, muda a cor, a cara, a atmosfera da música. Por exemplo, o clássico da fase roqueira do “rei” Roberto Carlos, “É proibido fumar”, ganha a sofisticação do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jazz&lt;/span&gt;, com pegadas do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blues&lt;/span&gt; de uma maneira que parece que estamos ouvindo uma outra canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que tem lá as suas influências e preferências – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;João Bosco, Lenine, Zeca Baleiro, Caetano Veloso, Baden Powell e o pianista Peter Katter são alguns dos nomes ressaltados pelo cantor &lt;/span&gt;– mas o show segue o calor do momento em que está sendo feito. Sem roteiros, programas ou músicas pré-selecionadas ele consegue ler as entrelinhas do seu público e fazer uma apresentação que prima pela paradoxal mistura entre rigor e improviso que resulta em largos sorrisos e sussurros melódicos vindo da sua plateia. “O show vai se criando de acordo com a energia do local. Se é um público mais adulto, faço um tipo de música, se tem criança, faço música para divertir a garotada para que eles também curtam o show”, garante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S37BEBdDb2I/AAAAAAAAAJQ/voKvMXqddxU/s1600-h/nadiejo_violao.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S37BEBdDb2I/AAAAAAAAAJQ/voKvMXqddxU/s400/nadiejo_violao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439997674764070754" /&gt;&lt;/a&gt;Tanta sensibilidade vem desde os tempos em que o menino Nadiejo trocou o piano pelo violão e saiu encantando multidões por aí. Isso aconteceu quanto ainda ensaiava sua entrada na adolescência. O rapaz entrou na vida adulta dividindo-se entre a arte e a faculdade de Direito até que em 1995 descobriu que a rotina burocrática de um advogado não atendia às suas expectativas para o futuro.  Largou tudo e arriscou na carreira artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à sua garra, determinação e, óbvio, ao seu talento,  Nadiejo conseguiu superar todos os desafios e gravar dois CD’s. O primeiro álbum, “Distâncias”,foi lançado em 1998 com canções próprias; o segundo, de 2005 não tem um nome específico, mas ele chama de “Álbum Azul” porque “o encarte é todo feito em azul”, explica. Nesse segundo trabalho, além das suas composições, Nadiejo fez interpretações de sucessos da MPB.  Em ambos os casos, a venda dos CD’s se deu por impulso, ou seja, ele oferecia o álbum quando ia cantar e garante que a aceitação do público era boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas composições autorais, Nadiejo não segue um tema único e usa o mundo que o cerca como fonte de inspiração. “Eu declaro meu amor. Seja por um lugar, por uma cidade, por uma pessoa ou por uma paisagem especial... falo também de sonhos que eu tive durante a noite, de questões cotidianas e de esteriótipos”, confessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gaveta o artista guarda um projeto muito especial. “Quero gravar um DVD em um formato diferente, privilegiando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;closes, off’s&lt;/span&gt;. com uma coletânea de artistas da região. Quero fazer uma coisa mais artística, apresentando um pouco da história da vida desses artistas”, sonha. &lt;br /&gt;Para ele esse tipo de trabalho de identificação do artista local é fundamental para que a cultura passe a ocupar lugar de destaque na formação do cidadão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Falta  educação artística, as pessoas não sabem quem são os artistas e se você não sabe quem é Ana Cañas [&lt;span style="font-style:italic;"&gt;cantora paulistana que lançou seu primeiro Cd , “Amor e Caos”, em 2007, arrancando elogios da crítica especializada&lt;/span&gt;], você não vai se sentir estimulado para ir a um show dela...falta informação e conscientização dos agentes culturais para a formação do público”, avalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;*As fotos utilizadas nesta matéria fazem parte do arquivo pessoal do cantor&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-898900374701108563?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/898900374701108563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/02/nadiejo-usa-musica-para-transformar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/898900374701108563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/898900374701108563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/02/nadiejo-usa-musica-para-transformar.html' title='Nadiejo usa a música para transformar'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S37AoZr83OI/AAAAAAAAAJI/b-T1C8XBjXY/s72-c/nadiejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7438939838680499293</id><published>2010-02-18T04:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T09:11:35.504-08:00</updated><title type='text'>Cinthia Jardim é movida por amor</title><content type='html'>Nascida em Cruzeiro, no interior paulista, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cinhtia Jardim&lt;/span&gt; já demonstrava talento e bom gosto musical desde a infância. Aos oito anos de idade a pequena se derretia com as vozes de Elis Regina e Marisa Monte. O tempo passou e a paixão pela música só fez crescer. Adolescente, a moça se mudou para São José dos Campos (SP), estudou Publicidade e se descobriu profissionalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na faculdade ela fazia pequenas apresentações informais para os amigos que já reconheciam o seu talento vocal. Em 2001 Cinthia conheceu o cantor &lt;a href="http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/02/nadiejo-usa-musica-para-transformar.html"&gt;Nadiejo&lt;/a&gt; que a apresentou ao mercado musical joseense. Através do amigo, a moça conheceu outros músicos e bandas e se firmou de vez como uma das protagonistas da cena musical do Vale do Paraíba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá, ela  que queria apenas encontrar músicos de qualidade com os quais pudesse tocar, formou, casou, teve filhos, lançou projetos e continua sonhando com o dia em que poderá largar tudo e viver de sua arte. Apaixonada pelo que faz, a moça avalia positivamente o desenrolar de sua carreira. “Está melhor do que eu esperava. No começo eu só queria espaço e músicos para tocar e eu já até gravei um CD. Minha carreira está crescendo na medida em que os sonhos crescem”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S305jXFYIaI/AAAAAAAAAIw/Gb_Olufilns/s1600-h/cinthia_fabiano.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S305jXFYIaI/AAAAAAAAAIw/Gb_Olufilns/s400/cinthia_fabiano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439567204588200354" /&gt;&lt;/a&gt;E para realizar seus sonhos, Cinthia conta com o apoio incondicional do marido e também músico, Fabiano Whyte. Com ele a moça se apresenta pelos bares da cidade no melhor estilo “um banquinho e um violão”, embalando as noites dos joseenses com muita poesia. Além de ser o homem da sua vida, Fabiano é seu parceiro e grande incentivador. Cinthia sintetiza a relação com o amado: “Foi um encontro bacana, uma troca muito boa”, diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cantora sabe do que está falando. Apaixonada por MPB, Cinthia conheceu o&lt;span style="font-style:italic;"&gt; rock&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blues&lt;/span&gt; pelas mãos de Fabiano e isso só veio a acrescentar ao seu trabalho, ampliando o leque de opções de suas canções. Da mesma forma, ela acredita que seu gosto pela música popular contribuiu bastante para o desenvolvimento profissional de seu marido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa união do trabalho com a família mostra bem a essência da cantora que, segundo suas próprias palavras, é feita de amor. “Amor pelos meus filhos – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cinthia é mãe de Pedro (6) e João (2)&lt;/span&gt; – pelo meu marido, pela minha família, pelos meus amigos, pela minha profissão, pela música... É tudo o que me mantém acreditando nos meus sonhos”, declara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Cena de Mulher&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em total sintonia, os dois seguem seus caminhos juntos e também individualmente e, de cinco anos para cá, a moça tem deixado os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;covers&lt;/span&gt; um pouco de lado para se dedicar a um trabalho autoral que tenha mais a sua cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi seguindo essa proposta que Cinthia Jardim lançou seu primeiro CD em 2009. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cena de Mulher&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um trabalho exclusivamente autoral produzido por Fabiano Whyte, com direção musical de Jorjão Carvalho (arranjador, baixista e compositor). O CD traz notas de&lt;span style="font-style:italic;"&gt; pop&lt;/span&gt;, salsa, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jazz&lt;/span&gt; e bolero.  Nas letras, Cinthia aborda temas como o amor e a própria música, ou seja, ela fala do seu universo particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para dar corpo ao projeto, Cinthia contou com nomes de peso da arena musical do Vale do Paraíba. Interpretando suas canções estão os músicos Marcelo Moreira (bateria), Fernando Pontes (piano), Clevinho Oliveira (sax e flautas), Leandro Lima (sax), Tuia Lencione (vocais), Eliane Pescara (vocais), Natássia Carvalho (vocais), Beto Richieli (guitarras), Lucas Andrade (guitarras), Freddie Fuzzi (guitarras), Kabé Pinheiro (percussão), Diminha Moreira (percussão) e Soró (percussão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S305zJvHNqI/AAAAAAAAAI4/d3BxY2ot6Nc/s1600-h/cenademulher.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S305zJvHNqI/AAAAAAAAAI4/d3BxY2ot6Nc/s400/cenademulher.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439567475883062946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi em um show para mais ou menos 110 pessoas, seguindo uma estética diferenciada que Cinthia apresentou a sua &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cena de Mulher&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;para o público. Para compô-la a moça reuniu quatro diferentes talentos femininos que dividiram a cena em total harmonia. Além da música, foram contemplados o teatro, com a presença da atriz Milena Roberta; a literatura, pelas mãos da escritora Nana Freitas e as artes plásticas através do trabalho de Andressa Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela o álbum, que é uma mistura de estilos, pode ser definido como “pop, salsa, jazz e bolero”, comenta. Além disso, o trabalho explora mais o seu lado compositora. Modesta, Cinthia revela que esse é o seu favorito. “Acredito mais na minha porção compositora do que na cantora”, assume. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Futuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos próximos sonhos, Cinthia Jardim já sabe bem o que quer e como realizar. “Eu quero ter mais espaço para o meu trabalho autoral e ser reconhecida por isso. Cantar é o que eu mais gosto de fazer, é expressar o que tem de mais íntimo na alma”, revela. Enquanto isso não acontece, ela segue interpretando as canções de seus ídolos e só faz uma exigência: “Meu gosto musical tem que ser respeitado. Só toco o que eu gosto de tocar.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S306BTQR4ZI/AAAAAAAAAJA/SeSYe7-rmDo/s1600-h/cinthia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S306BTQR4ZI/AAAAAAAAAJA/SeSYe7-rmDo/s400/cinthia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439567718956261778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que pode parecer egoísmo artístico, na verdade, é um regalo para seu público já que a moça de ouvido apurado tem uma vasta bagagem cultural e um bom gosto inegável. Em seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ipod&lt;/span&gt; tocam os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hits&lt;/span&gt; de Maria Rita, da novata Céu e das americanas Amy Winehouse, Ella Fitzgerald e outros representantes do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;jazz&lt;/span&gt; e do&lt;span style="font-style:italic;"&gt; blues&lt;/span&gt;. Além dessas, é claro, sempre sobra espaço para as suas “musas” Elis Regina e Marisa Monte e mais recentemente, Jane Monheit tem feito a cabeça e os ouvidos de Cinthia Jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um prazer, ouvir música é, para essa cantora, uma forma de aprendizado, de enriquecimento cultural e profissional. Daí sua predileção pelas vozes femininas. “Eu foco em cantoras para aprender mais sobre os recursos e técnicas vocais que elas utilizam, mas eu gosto de outras coisas também”, garante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que ela quer para sua vida? Simples, “ser feliz dentro da música e da família”, dispara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;*As fotos desta matéria fazem parte do arquivo pessoal da cantora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7438939838680499293?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7438939838680499293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/02/cinthia-jardim-e-movida-por-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7438939838680499293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7438939838680499293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2010/02/cinthia-jardim-e-movida-por-amor.html' title='Cinthia Jardim é movida por amor'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/S305jXFYIaI/AAAAAAAAAIw/Gb_Olufilns/s72-c/cinthia_fabiano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-4674439126726974200</id><published>2009-11-03T03:15:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T03:45:29.187-08:00</updated><title type='text'>Democracia virtual</title><content type='html'>Um amigo está produzindo uma matéria sobre o “Marco Regulatório da Internet” que começou a ser debatido na última quinta-feira, 30 de outubro. Trata-se de uma iniciativa do Ministério da Justiça para regular o conteúdo veiculado pela &lt;span style="font-style:italic;"&gt;internet&lt;/span&gt;, definindo os direitos e responsabilidades dos usuários da rede. Ou, conforme está no  &lt;a href="http://culturadigital.br/marcocivil/ "&gt;site&lt;/a&gt; destinado ao assunto: “(i) definir diretrizes claras para a ação governamental – tanto no que diz respeito à regulação quanto no que tange a formulação de políticas públicas para a Internet; (ii) reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivíduos, bem como estabelecer com clareza a delimitação da responsabilidade civil daqueles que atuam na rede como prestadores de serviço; e (iii) estabelecer balizas jurídicas que permitam ao judiciário atuar com precisão e de forma fundamentada para a resolução de conflitos envolvendo a utilização da rede. Alguns temas, como direitos autorais, comunicação de massa e questões criminais, estarão fora deste debate, por já contarem com discussões estruturadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão que vai nortear a nova legislação não poderia se dar em outro ambiente que não o digital. E assim está sendo feito. Através do sítio divulgado acima, o Governo Federal abre espaço para que os cidadãos brasileiros deem a sua opinião acerca do assunto. Para isso, o espaço ficará aberto por 45 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas voltando ao pedido de ajuda do meu amigo e futuro jornalista Gabriel Miranda, minha primeira reação foi “não tenho opinião formada sobre o assunto.” Tendo a curiosidade nas entranhas, me pus a pesquisar sobre o tema e eis que consegui organizar meus pensamentos, crenças e valores e responder ao intrépido aspirante a jornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a favor de uma regulação na internet, sim! Embora seja uma permanente entusiasta da liberdade de expressão, acredito que esse conceito foi subvertido no espaço virtual. Muita informação equivocada é jogada na rede todos os dias, sem nenhum critério e quem perde com isso é o internauta, ou seja, a sociedade, de uma forma geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa rápida no &lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;Google&lt;/a&gt;, por exemplo, resulta em centenas, milhares de informações nada credíveis e até contraditórias. Isso deixa o internauta confuso, sem saber em que acreditar. Defendo até a morte o direito de todos os cidadãos expressarem a sua opinião. Seja sobre um fato já devidamente apurado por um profissional preparado para isso, ou seja, um jornalista, ou sobre comportamentos, emoções etc. desde que fique claro, o caráter subjetivo desse tipo de "texto digital".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se mesmo com apuração adequada e comprometimento com a verdade corremos o risco de divulgar inverdades por má fé de fontes, distração ou informações dúbias que nos chegam todos os dias imagina quando uma informação é divulgada por um leigo como se fosse uma verdade absoluta....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso entendermos que a &lt;span style="font-style:italic;"&gt; internet&lt;/span&gt; é um meio de comunicação, as pessoas que acessam um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;site&lt;/span&gt;, qualquer que seja ele, o faz buscando informação. Divulgar uma mentira, uma inverdade seja qual for a intenção, é uma atitude criminosa porque pode comprometer a vida de uma pessoa para sempre (quem não lembra do caso da Escola Base em que um delegado divulgou para imprensa dados colhidos dos depoimentos, sem averiguar os fatos adequadamente, fazendo com que vários veículos entendessem que os donos da escola eram pedófilos e contavam com o apoio de seus funcionários para praticar os atos libidinosos com as crianças?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em pedofilia, outro fator a ser considerado, é justamente a presença de sites destinados a esse e outros tipos de crimes e comportamentos maléficos à saúde como anorexia e bulemia, que passam a ser supervalorizados e entendidos como corretos, normais e dignos, dada à apologia feita a eles na grande rede mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Informação&lt;/span&gt;, para ter credibilidade, requer &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;apuração&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;objetividade&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;imparcialidade&lt;/span&gt;. Já os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blogs&lt;/span&gt;, são diários virtuais e, como tal, são essencialmente subjetivos. Sua função social é, apenas expressar &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;opiniões&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;impressões pessoais&lt;/span&gt; sobre determinado fato ou assunto. Jamais devem ser entendidos como veículos de informação. O erro está quando o blogueiro assume a per&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;sona do jornalista e escreve um texto com pretensões informativas. Aquilo passa a ser assumido como verdade e as pessoas acreditam em uma "informação" que pode comprometer as suas vidas de alguma maneira. Mesmo quando um jornalista, como no meu caso, se propõe a criar um b&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;log, tem que ficar claro que o que está ali é uma &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;visão subjetiva&lt;/span&gt; do mundo que nos cerca. A responsabilidade pelo que está ali é minha e de mais ninguém. Seja lá o que eu escrever, o provedor nada tem a ver com isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsabilizá-lo pelo que é escrito é cercear a liberdade de expressão. Cada blogueiro deve ter consciência do que está escrevendo. Por isso, defendo o fim do anonimato na rede, isso favorece a impunidade. Cada um que se aventurar em mares virtuais deve assinar seus textos, dar a cara à tapa. Se tem coragem para se expressar, tem que ter coragem para assumir o que escreve. Vale a máxima: "quem não deve não teme". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, eu acho que é preciso haver um controle sob o que é produzido e divulgado na internet como informação, ou seja, nos sites e/ou blogs que se queira informativo. No caso dos blogs genuínos, ou seja, que expressem opiniões e deixem isso bem claro, a responsabilidade é do autor dos textos. O único controle que considero válido, nesse caso, é esse que acabei de citar, em relação ao anonimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que este post consiga esclarecer o nobre colega e que cada internauta que dedique ou já tenha dedicado alguns minutos do seu precioso tempo à leitura do Bastidores da Cultura entenda que este é um blog genuíno. Nada do que está aqui é incontestável. A ideia desta jornalista que vos escreve é, justamente, gerar discussões, debates e apresentar-lhe uma outra visão sobre os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a próxima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-4674439126726974200?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/4674439126726974200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/11/democracia-virtual.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4674439126726974200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4674439126726974200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/11/democracia-virtual.html' title='Democracia virtual'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-2922848273279015631</id><published>2009-08-15T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T08:55:29.632-07:00</updated><title type='text'>O Brasil está gordo</title><content type='html'>Assistindo ao &lt;a href="http://g1.globo.com/globoreporter/0,,LS0-16627-74013,00.html"&gt;Globo Repórter&lt;/a&gt; da última sexta-feira fiquei com uma indagação: em que momento perdemos a medida da dose na luta desenfreada por belas formas físicas? Até que ponto compensa passar horas e horas sem comer, se matar na academia, deixando o convívio familiar, a reunião com os amigos em segundo plano? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem adulta em início de carreira, pensando em constituir família e em eterna luta contra a balança, confesso que fiquei um tanto chocada ao ver crianças muito acima do seu peso ideal terem que aprender a brincar para queimar as calorias ingeridas em horas a fio diante da tela do computador ou do videogame. Brasileirinhos que não estavam acostumados a correr, pular corda ou jogar bola só incorporaram esses hábitos agora, depois da recomendação dos médicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas crianças não sabem mais brincar e os pais não dedicam mais seu tempo para ensinar o bem que frutas, verduras e legumes fazem no organismo. E de quem é a culpa? Fácil jogar o peso nas largas e calejadas costas da sociedade, mas quem forma a sociedade? Mesmo que você esteja querendo fingir que não, você sabe exatamente a resposta. A sociedade somos nós, homens e mulheres que se deixam seduzir por um ideal de beleza que é praticamente inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Longe de ter o corpo perfeito, desde a adolescência vivo em guerra com a balança, mas com a consciência tranquila de que ingerir alimentos saudáveis nunca foi um sacrifico. Desde criança estou acostumada a uma alimentação rica em fibras e vitaminas. O grande problema é que o açúcar é muito sedutor e sabe usar as armas certas para me conquistar. E o que me trouxe a esse post foi o fato de as brincadeiras aparecerem como recomendações médicas. Assim como meu médico me ensina a ministrar um novo medicamento, os dessas crianças as ensinam a brincar (!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria de ontem fez com que eu me sentisse vivendo em um mundo surreal onde as crianças de hoje vivem em um mundo sem fantasias. Na minha época uma criança gordinha era só uma criança gordinha, que ia chegar ao peso certo quando crescesse. Hoje, uma criança gordinha é um flagelo social, um sinal de descaso familiar, motivo de escárnio na escola e nas ruas das cidades. E diante desse panorama cruel, passam a ter que conviver desde cedo com o ambiente neurótico das academias, crescem com traumas e preconceitos de si mesmas. Dramas que eram vividos na adolescência e/ou na vida adulta surgem mais cedo e o sentimento de estar “fora do grupo” já atinge os que têm menos de 11 anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favorável a uma dieta saudável desde cedo, acredito que é preciso repensar toda a alimentação do mundo moderno, não só aquela que vai à mesa, como aquela que sustenta a alma. É preciso equilíbrio e bom senso para chegar a uma educação alimentar de qualidade e generosidade e humildade para lidar com as diferenças e respeitar o drama alheio. Ser gordo em um mundo onde a magreza é enaltecida é algo que vai muito além da balança e atinge um número muito maior do que se imagina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sus20anos.saude.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;catid=29%3Aespeciais&amp;id=1151%3Apesquisa-do-ms-mostra-perfil-da-saude-do-brasileiro-&amp;Itemid=34"&gt;Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em 2007, 13% dos brasileiros adultos estão obesos, outros 43,3% estão com excesso de peso&lt;/a&gt;, o que significa que mais da metade da população nacional não está dentro do limite considerável saudável, mesmo com todos os avanços na área de endocrinologia. Esse é um indicativo de que há uma falha, um ruído na comunicação entre a população e os médicos, e, infelizmente, esse ruído é a mídia que dia após dia coloca a magreza como sinônimo de sucesso pessoal e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de repensarmos essa cultura do corpo e usarmos os resultados das pesquisas científicas relacionadas à alimentação como nossos aliados e não como inimigos da nossa saúde. Caso contrário, vamos engrossar as estatísticas (que também já estão gordas) dos distúrbios alimentares graves como anorexia e bulimia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer isso só depende de nós, basta olharmos com atenção para o que estamos comendo e modificar nossos hábitos para garantir uma vida saudável e bem mais leve, em todos os sentidos. Lembrando sempre que, mais do que uma preocupação estética, estar com o peso ideal é uma necessidade para o bom funcionamento do organismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-2922848273279015631?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/2922848273279015631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/08/o-brasil-esta-gordo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2922848273279015631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2922848273279015631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/08/o-brasil-esta-gordo.html' title='O Brasil está gordo'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-8864260753238350798</id><published>2009-08-12T10:16:00.000-07:00</published><updated>2010-02-02T06:14:58.743-08:00</updated><title type='text'>Algumas palavrinhas sobre o amor</title><content type='html'>É interessante como as pessoas passam a vida procurando um amor. Mesmo aquelas que são veementes ao afirmar o contrário estão sempre à procura do par perfeito. Aquela pessoa que vai aparecer de repente e livrá-las de todo o mal do mundo, como se não soubessem que o segredo está mesmo dentro da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres são as maiores vítimas. Viciadas em seriados e comédias românticas norte-americanas elas passam todas as cenas se imaginando no lugar daquela mocinha (que pode ser feia e desengonçada ou com uma agenda de trabalho superlotada) que encontra o grande amor da sua vida numa lavanderia, no meio da rua ou numa livraria qualquer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre um sonho e outro encontram um rapaz comum, com uma vida comum e com pretensões comuns e vão descartando-os um a um. “Ele era muito machista”. “Ele não liga para mim”. “Ele não gosta das mesmas coisas do que eu” e por aí vai... Sem se darem conta elas vão desperdiçando a chance de serem felizes simplesmente porque fixam um modelo inatingível como o “ideal” e aí a desilusão é certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas, a vida real é feita de emoções. Ele nem sempre é lindo o suficiente, inteligente o suficiente ou bom de cama o suficiente. Ou é. Mas isso não é todo dia, nem toda hora. Assim como você, ele acorda com mau-hálito, ele escorrega na escolha da roupa e fala besteiras. Ele não é romântico todo o tempo. E você também não é. Mas o amor está longe de ser o paraíso na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor de verdade envolve diferenças, TPM, falta de dinheiro, desemprego, famílias interferindo, discussões. O que diferencia as histórias é a forma como elas são vividas. Se você põe leveza e discernimento, o sucesso é garantido. Mas nem sempre isso é fácil. Vez ou outra um pesa a mão na crítica e um motivo imbecil pode levar a uma discussão interminável. E para quê isso? Para ela poder ligar para as amigas e contar o quanto ele mau e ele justificar o porre que está louco para tomar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor tem que ser suave. Tem que dar mais prazer (em todos os sentidos) do que dor de cabeça. Tem que dar saudade, tem que ter vontade de tê-lo por perto o tempo todo e quando ele está perto tem que querer mais. Tem que dar vontade engoli-lo para ser bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é mais do que um desejo louco, uma irresistível atração fatal. É isso também. Para amar você tem que ser capaz de fazer loucuras pelo seu amor, sim! Tem que sentir frio na barriga a cada encontro, mesmo depois de anos de namoro. Tem que surpreendê-lo, tem que surpreender a si mesma, tem que manter aceso o fogo do desejo, tem que ter tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor de verdade tem que ter cumplicidade, tem que ter respeito, tem que ter carinho, tem que ter ombro amigo. Ele tem que ser a primeira pessoa que você pensa quando algo bom acontece e a única que você quer ter por perto quando o mundo parece cinza demais. Ele tem que ser o seu arco-íris, a sua montanha-russa, a sua gargalhada mais gostosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor de verdade tem que perder a censura, tem que ter entrega total, tem que ter individualidade, planos em comum... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor de verdade tem que ter confidências de madrugada, noites a fio contando casos, conversas filosóficas sobre o futuro da humanidade, divisão de sonhos, projetos de uma vida a dois, passeio refrescante no parque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se ama de verdade um não deixa o outro se entregar a nada que seja destrutivo. Um sacode o outro mesmo sob forte resistência porque amar é lutar pelo outro, é querer o bem, é saber reconhecer momentos de fraqueza sem julgar ou condenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se ama de verdade o pior momento da vida passa a ter algum sentido e nada é capaz de nos derrotar de verdade. O simples estar junto se transforma num grande acontecimento e a partilha de todos os momentos é a grande alegria da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro amor é mais do que se pode sonhar, mais do que diz o cinema ou a TV. O verdadeiro amor é estar junto mesmo quando está longe e querer que o longe nunca mais exista. O verdadeiro amor é não ter vergonha de expor suas fraquezas, de deixar à mostra o seu “lado B” e entender que coisas ruins são tão importantes quanto as boas para nos fazer crescer, amadurecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor de verdade inclui no pacote da vida doses extra de felicidade, de gargalhadas espontâneas, de lágrimas de alegria. Por isso, meninas, abram-se ao amor, exijam menos de si mesma e de seus parceiros. Olhem para o lado e respeitem a pessoa incrível que têm do lado, vivam, surpreendam, admirem, elogiem. Deixem a escuridão, as sombras, as críticas para o resto do mundo! Amar é bom, é saudável e é um dos pilares que garantem o sucesso em nossa vida! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um conselho? Ame e deixe-se amar! Vivendo um amor de verdade, daqueles com "A" maiúsculo, o desemprego, as contas para pagar, os quilos a mais, tudo fica muito, muito, muito mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom amor a todos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-8864260753238350798?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/8864260753238350798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/08/algumas-palavrinhas-sobre-o-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/8864260753238350798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/8864260753238350798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/08/algumas-palavrinhas-sobre-o-amor.html' title='Algumas palavrinhas sobre o amor'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3328039860695899325</id><published>2009-06-30T09:40:00.001-07:00</published><updated>2009-06-30T09:40:55.492-07:00</updated><title type='text'>Passado e presente</title><content type='html'>Por força de um convite para participar de um projeto de pesquisa para um doutorado em educação me vejo mergulhada em notícias da primeira década do século XXI em Juiz de Fora e qual não é a minha surpresa ao perceber que quase nada mudou de lá pra cá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o meu advento no mundo virtual que me permite ler o jornal local via internet eu diria que tudo continua, praticamente, como há dez anos. As notícias são basicamente as mesmas: violência, falcatruas políticas, greves, protestos, campanhas políticas e por aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os personagens da política (local e nacional) também não há muitas novidades. São sempre as mesmas caras, as mesmas “figurinhas carimbadas” que há décadas comandam o País sempre se auto-definindo como a “salvação da lavoura”. Essa lavoura arcaica que não consegue se renovar, e se prende ao que já está aí por medo, comodismo ou – o que é pior – sem nem perceber que está repetindo padrões falidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, sem aprofundar na questão, considerando o meu pouco preparo para análises mais densas, me fica uma questão: será que em dez anos o país não mudou nada? Será que não conseguimos evoluir nem um “cadinho”? Os fatos se repetem, a forma de noticiá-lo se repete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece então? Em quem colocar a culpa? Numa época em que a informação circula à velocidade da luz, em que as novidades chegam a todo o momento e a sociedade se diz pós – moderna como é possível essa repetição? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os personagens insistem em ser protagonistas da mesma cena sempre, já não seria hora de substituir o elenco, escalar novos atores para dar gás a essa trama? Acredito nos cidadãos brasileiros como diretores dessa história e me assusta que pouco esteja sendo feito para alavanca o ibope dessa novela social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3328039860695899325?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3328039860695899325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/passado-e-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3328039860695899325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3328039860695899325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/passado-e-presente.html' title='Passado e presente'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-1007484198282337013</id><published>2009-06-29T12:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T12:38:55.093-07:00</updated><title type='text'>Mais sobre Michael Jackson</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SkkXM1v2B-I/AAAAAAAAAHw/bOrqakzvvX4/s1600-h/michael-jackson-2009.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SkkXM1v2B-I/AAAAAAAAAHw/bOrqakzvvX4/s400/michael-jackson-2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352835141460166626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana foi marcado por uma enxurrada de notícias sobre o rei do pop, Michael Jackson morreu como viveu a vida inteira: em meio a uma série de polêmicas, em circunstâncias que deixam muitas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi a vida de MJ desde que se tornou uma celebridade, ainda criança. Àquela época os boatos eram sobre os maus tratos sofridos pelos pequenos Jackson’s e o suposto abuso sexual por parte do pai. Depois vieram a homossexualidade, a mudança de cor, a acusação de pedofilia e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo longe dos holofotes ele voltou a ser notícia quando partiu dessa para melhor e aí choveram notícias sobre o astro. Cada veículo com uma história diferente, cada canal de TV com uma novidade, um depoimento de vizinho, empregada, cabeleireira e toda sorte de pessoas que por ventura tenham cruzado a mesma calçada com o Michael Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um estilo completamente diferente de tudo o que já tinha sido visto até sua estreia diante das câmeras, MJ revolucionou a maneira de fazer videoclipes no mundo, fez de cada um uma superprodução com direito a diretores de Hollywood. E mostrou ao mundo uma dança inigualável que, por mais que já tenha sido copiada à exaustão, jamais terá comparação. Sim, "não haverá outro Michael como ele", com disse o jurado do American Idol, mas..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo gênio, Jackson tinha lá suas excentricidades. Aos 50 anos gostava de brincar e se comportar como uma criança numa busca desesperada pela infância que lhe fora roubada pela ambição exacerbada de seus pais. Aos cinco anos trabalhava como adulto, amealhou uma fortuna enorme que buscava usufruir do jeito que mais gostava: brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele era inocente de verdade ou não, não posso dizer, não o conheci pessoalmente, não sei o que se passava em seu dia-a-dia, mas uma coisa é fato: algo no seu passado afetou seu estado emocional de tal forma que, assim como seu personagem favorito, Peter Pan, Michael se recusou a crescer e entre cirurgias plásticas, coquetéis de remédios e um figurino brilhante e espalhafatoso ele conseguiu viver no mundo mágico que construíra para si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a notícia de sua morte está sendo explorada em demasia, mas há algo por trás dessa história que merecia maior destaque. O que me fica é um questionamento sobre o trabalho infantil que não é condenado: o dos pequenos artistas. Essas crianças que enfrentam câmeras, luzes, que decoram textos e fazem graça diante das telas sem saberem ao certo o que está lhes acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, a Justiça entrou em cena para defender os direitos da pequena &lt;a href="http://www.sitedosfamosos.com.br/tag/maisa-proibida-de-trabalhar-com-o-silvio-santos/"&gt;Maisa&lt;/a&gt; – a garota de seis anos que trabalhava com Sílvio Santos – porque devido ao seu sucesso com o público, o apresentador se viu no direito de expor a menina a situações constrangedoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que quando Michael tinha a idade de Maisa alguém pensou que quando crescesse ele se tornaria um adulto problemático com sérios problemas de identidade e de aceitação da própria imagem? E o que será das mentes de outras crianças que experimentaram o sucesso desde cedo ou que brilharam quando pequenos e depois tiveram que enfrentar o ostracismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que mais do que lamentar a morte do ídolo pop, é preciso aproveitar o gancho e repensar essas questões. Os programas de entrevista têm aí uma grande pauta a explorar. Fica a dica!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;*Foto retirada do site da rádio &lt;a href="http://culturadistritalfm.com.br/2009/06/04/jornal-britanico-atesta-que-michael-jackson-esta-magro-e-doente/"&gt;Cultural Distrital FM&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-1007484198282337013?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/1007484198282337013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/mais-sobre-michael-jackson.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1007484198282337013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1007484198282337013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/mais-sobre-michael-jackson.html' title='Mais sobre Michael Jackson'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SkkXM1v2B-I/AAAAAAAAAHw/bOrqakzvvX4/s72-c/michael-jackson-2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3664318956323905855</id><published>2009-06-18T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T10:08:35.791-07:00</updated><title type='text'>Sim, nós temos diploma!</title><content type='html'>Depois da notícia que chocou o universo jornalístico na tarde de ontem, minha primeira reação foi de revolta. Passado o susto, ficou... a revolta. Se esta construção lhe parece estranha, eu explico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento revoltei-me com o fim da exigência do diploma, depois o que me revoltou foram os argumentos usados para justificar tal ato. Ok, o diploma não é garantia de excelência profissional e muitos dos profissionais que admiramos e respeitamos hoje não tinham o bendito registro, mas... ele se tornou obrigatório e as regras do jogo mudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo que era função opinativa passou a ter caráter informativo, o que mudou toda a estrutura de construção de uma notícia. Concordo que a maior escola é a prática (benditos sejam os meus estágios no meu processo de aprendizado), no entanto, se não soubesse o mínimo de teoria sobre o fazer jornalístico, não teria me mantido numa redação nem como aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram os defensores do projeto que a exigência do diploma fere os direitos da liberdade de opinião e informação. A meu ver, essas nunca foram tolhidas, afinal, as seções opinativas jamais morreram (nem devem morrer posto que fazem o elo entre o indivíduo e o mundo que o cerca), em especial nos dias de hoje em que a interatividade é a tônica de todas as profissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se qualquer cidadão vai poder exercer a profissão de jornalista, então, que entendam aquilo que os ministros parecem não compreender: as principais regras do jornalismo são a objetividade e a IMPARCIALIDADE. Ou seja, não exigir o diploma fere um princípio básico da profissão e não o direito de liberdade de expressão. Textos opinativos, escritos em primeira pessoa,como este que você está lendo, têm seus espaços garantidos nas publicações impressas onde os autores assinam artigos e/ou crônicas como colaboradores. Logo, esse argumento é falho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao fato de comparar jornalista à artista, bem... acho que dispensa comentários. Penso ser clara a diferença entre uma coisa e outra. Será que o Supremo Tribunal Federal acredita que a Fátima Bernardes vai estrelar a próxima novela das oito fazendo par romântico com o William Bonner?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de toda a revolta, acredito que esse não será o fim das faculdades nem do diploma. Creio que as faculdades terão que se repensar e o diploma vai começar a ser um diferencial para o profissional. Prefiro (e preciso) acreditar que os donos de empresas jornalísticas de qualidade não vão colocar o bolso acima da idoneidade de seus veículos e, sendo assim, não se arriscarão a colocar seus jornais, revistas, rádios, sites e tv’s nas mãos de pessoas despreparadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok, ok. Confesso meu romantismo, mas eu ainda faço parte daquele seleto grupo de pessoas que ainda acredita que o bem vence o mal no final e que tudo tem o lado bom. Talvez isso seja culpa dos inúmeros desenhos animados da década de 80 que assisti ou às incansáveis vezes em que li (e assisti) a história de Pollyana, a órfazinha loira que transformou a vida das pessoas no pequeno povoado em que vivia sua amarga tia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à realidade e dando certa dose de realismo ao meu discurso, admito que as faculdades têm as suas falhas e que nem sempre formam profissionais de qualidade, mas não é justo que as regras do jogo sejam alteradas tão drasticamente por conta de maus jogadores. Se for para ser assim, então, acaba logo com o Congresso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3664318956323905855?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3664318956323905855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/sim-nos-temos-diploma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3664318956323905855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3664318956323905855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/sim-nos-temos-diploma.html' title='Sim, nós temos diploma!'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-1965191645199427097</id><published>2009-06-04T11:56:00.001-07:00</published><updated>2009-06-04T11:59:55.388-07:00</updated><title type='text'>Acidente com avião</title><content type='html'>Se o título deste post lhe atraiu porque você está buscando alguma novidade sobre o acidente com o airbus, perdeu a viagem. Sim, falaremos do acidente neste post (quase uma reestreia dado o longo período de afastamento), mas sob uma outra perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa saber quantas horas de voo tinham piloto e co-piloto nem mesmo a história de vida de cada uma das vítimas. Antes que me chamem de insensível, acho que existe algo muito mais grave aí que merece ser comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca concordei com essa postura dos jornalistas de esmiuçar cada detalhe emocional de uma tragédia dessa proporção. Depois que passei pela faculdade, então, a revolta é ainda maior. Aprendi no curso que acabo de concluir que o jornalista deve se preocupar com o seu público antes de qualquer coisa. E isso é completamente esquecido quando se coloca no ar entrevistas com parentes de vítimas esse fator não é levado em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de duas centenas de pessoas morreram num acidente de proporções internacionais e a mídia convencional se preocupa em relatar o último contato que esses indivíduos fizeram com suas famílias. Se nenhuma informação sobre o que realmente aconteceu pode ser divulgada ainda, então, que sejamos honestos com o público e esperemos que os fatos possam ser transmitidos com dignidade, oras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais cruel que isso possa parecer, essas histórias não são notícia, só servem para engambelar o telespectador/leitor/ouvinte/internauta enquanto nada se comprova.A dor alheia não pode ser atrativo para vender jornal. E o erro aí não está só nos jornalistas, mas também no público, afinal, se esse tipo de situação se repete tragédia após tragédia é porque vende mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, essa é a realidade e não nos cabe aqui descobrir “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”, o fato é que é preciso mudar essa cultura de querer saber tudo sobre esses acidentes de comoção nacional seja pelo número de vítimas ou pela brutalidade da situação (ou vocês já se esqueceram do que foi feito com Ana Carolina Jatobá à época do assassinato de sua filha &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/casoisabella/"&gt;Isabella&lt;/a&gt;?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se entreter com essas histórias que são, sim, comoventes e capazes de arrancar lágrimas, as pessoas se esquecem de que algo de grave por trás desse acidente. Um avião desse porte não cai à toa. E a falha foi de quem? Da empresa de aviação francesa? Do piloto? Foi um atentado terrorista como já se especulou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas questões não podem ser deixadas de lado. Isso é o que verdadeiramente interessa para a sociedade, para que esta mesma possa cobrar atitudes a quem de direito e evitar que novas famílias sofram o flagelo de uma perda tão brutal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de invadir o momento de fragilidade dessas famílias, tornando-as mercadorias na TV, internet e nos jornais, os repórteres deveriam se ocupar de procurar possíveis causas desse acidente, usar seu poder de persuasão para conseguir que fontes seguras lhe passem informações oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o público, que não é tão passivo quanto se imagina, deve fazer um exercício de solidariedade e, ao invés de querer mexendo na ferida alheia, deve fazer um exercício de altruísmo e solidariedade. Que tal inverter os papéis e imaginar como se sentiria caso estivessem naquele avião seus pais, seu filho ou o amor de sua vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-1965191645199427097?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/1965191645199427097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/acidente-com-aviao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1965191645199427097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1965191645199427097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/06/acidente-com-aviao.html' title='Acidente com avião'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3622628278635176558</id><published>2009-04-28T10:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T11:24:04.494-07:00</updated><title type='text'>Sabedoria de uma boa sogra</title><content type='html'>É, inventaram mais uma data a ser comemorada. Talvez ela até já exista há muito tempo, mas quase ninguém sabe que hoje, 28 de abril, é o Dia da Sogra. É isso mesmo, elas têm um dia só para elas. Só soube disso no ano passado quando fui escalada para fazer uma &lt;a href="http://www.acessa.com/mulher/arquivo/versao/2008/04/22-sogras/"&gt;matéria sobre o tema&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisitando o assunto um ano depois, não posso deixar de lembrar de uma personagem muito interessante. Algumas noras deram o tom da minha matéria, sempre muito delicadas, cheias de cuidados para não magoarem as mães de seus amados, elas foram generosas nos elogios e bastantes suaves nas críticas, no entanto, eis que de repente veio uma revelação carregada de sinceridade e verdade: &gt; “as sogras são muito chatas e implicantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora da frase categórica (e que provavelmente estava engasgada na goela de muitas noras entrevistadas) é a dona Terezinha Andrade (foto abaixo), de 83 anos. Sogra, naturalmente. Jurando que não tem do que reclamar de seus genros e noras, dona Terezinha usa de sua experiência para analisar a situação que, para ela, não passa de mera falta de compreensão por parte de suas companheiras na função de sogra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfdFeNtAPDI/AAAAAAAAAGA/9LhHfeIRyfM/s1600-h/terezinha.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfdFeNtAPDI/AAAAAAAAAGA/9LhHfeIRyfM/s320/terezinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329805069393083442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"As mães precisam entender que os (as) filhos (as) precisam do amparo de uma esposa (ou marido), elas já estão mais para lá do que para cá, não vão estar sempre ao lado deles para cuidar, zelar, enfim...” E é mais ou menos por aí mesmo. A maior parte das reclamações das noras parte da falta de respeito à individualidade do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas mães querem competir o tempo todo com a nova figura feminina na vida de seus filhos e acabam exagerando na dose. No afã de mostrar o quão especiais e eficientes na tarefa de cuidar das suas crias, elas acabam se metendo demais na relação do casal e daí vêm os conflitos que tornam a relação insustentável (porque, convenhamos, algumas noras também não nada fáceis e adooooram colocar pilha nessa briga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, são os cabelos brancos de dona Terezinha quem dizem a verdade sobre essa história. “O que mais me cativa na minha nora é jeito dela. Ela é educada, delicada e faz meu filho feliz. Isso é o que mais me interessa”. Com esse pensamento, muita sogra por aí economizaria energia e desgaste emocional na hora de lidar com o novo membro da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seja qual for a receita para o bom relacionamento, uma coisa é certa: essas duas&lt;br /&gt;mulheres têm que entender que o homem que "disputam" as ama com a mesma intensidade, o que muda é a forma do amor. Não há como comparar as duas coisas, porque o sentimento pode ser o mesmo, mas a forma que ele se manifesta é bem diferente e o marido-filho sabe bem a diferença entre essas manifestações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E feliz dia a todas as sogras (inclusive a minha)!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3622628278635176558?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3622628278635176558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/sabedoria-de-uma-boa-sogra.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3622628278635176558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3622628278635176558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/sabedoria-de-uma-boa-sogra.html' title='Sabedoria de uma boa sogra'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfdFeNtAPDI/AAAAAAAAAGA/9LhHfeIRyfM/s72-c/terezinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-1899394716445233486</id><published>2009-04-25T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-25T11:30:38.587-07:00</updated><title type='text'>“Tão diferente daquilo que parecia”</title><content type='html'>A frase acima é um dos versos da canção &lt;em&gt;I dreamed a dream do musical &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Os Miseráveis&lt;/em&gt;. A música virou mania na &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt; graças a um programa de talentos britânico (uma espécie de Ídolos em que os jurados não poupam críticas deselegantes aos participantes). O tal programa revelou ao mundo uma escocesa que mexeu com a cabeça da mídia internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fenômeno mais recente na &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt;, a cantora amadora Susan Boyle virou notícia em todos os veículos de comunicação. Isso seria ótimo se o motivo fosse a sua maravilhosa e emocionante voz, mas não é. O que fez de Susan um destaque foi a sua aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, em um mundo focado em valores superficiais onde vale mais um rosto bonito e um corpo bem moldado do que um caráter sólido ou um talento nato, a jovem senhora escocesa de 47 anos, que sonhava em participar de um concurso de talentos britânicos só poderia mesmo chamar a atenção por sua aparência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco acima do peso, com os cabelos recém-tingidos e um guarda roupa que pode ser considerado excêntrico agora que ela é celebridade (nos tempos de ilustre desconhecida, a cantora era considerada brega mesmo), Susan Boyle surpreendeu os jurados do&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CPpK6-3gswQ"&gt; &lt;em&gt;Britain’s Got Talent&lt;/em&gt; ao entoar o tema do musical &lt;em&gt;Os Miseráveis&lt;/em&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E surpreendeu por quê? Simples, o mundo pós-moderno não espera muito de uma pessoa com tais características físicas, mas Susan mostrou justamente o contrário. Embora inexperiente, seu talento é nato e a música flui com naturalidade de suas cordas vocais, dizem que até arrancou lágrimas da plateia do tal show de talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, o que impressiona além da velocidade com que o vídeo se espalhou pelo mundo (já foi assistido por mais de 100 milhões de pessoas), é o nível das notícias divulgadas sobre o novo fenômeno pop. Digitando o nome Susan Boyle no&lt;em&gt; Google&lt;/em&gt; (sempre ele) você encontra mais de 16 mil páginas com toda sorte de análises sobre o fenômeno que ela representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não pesquisei as 16 mil, mas de curiosidade, bisbilhotei algumas e qual não foi o meu espanto ao perceber que em nenhuma dessas tinha alguma entrevista com personagem principal do furdunço que se instalou na mídia mundial. É, analisa-se o seu estilo, que já está até sendo considerado fashion, falam de seu cabelo, de sua aparência, da proposta para fazer um vídeo pornô e até de seu talento musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas peraí: vídeo pornô??? É isso mesmo! Ela foi convidada e a proposta, segundo o site que eu visitei (e prefiro nem divulgar o nome dado o nível baixo da notícia)  teria sido oferecido um milhão de dólares pela participação da cantora no tal filme. O pior de tudo dessa notícia foi a fala atribuída a um representante da produtora do filme: “Além disso, depois de 47 anos de virgindade, desconfio que a Susan também deve estar ansiosa por pôr termo a essa situação mal possa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, é caro internauta, por mais esdrúxulo que isso possa parecer, é exatamente assim que está escrito na página da Internet que traz a seguinte manchete: “Um milhão pela virgindade de Susan Boyle, a estrela do programa Britain’s Got Talent”. Então é assim, a mulher vai lá, dá literalmente um show, mostra um vozeirão de dar inveja em muito profissional por aí e o que se comenta é que “a velha, gorda, feia e virgem” foi convidada para fazer filme pornô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem certas coisas que não dá para aceitar. E onde está a fala de Susan Boyle? O que essa mulher está pensando desse estardalhaço todo em torno de seu nome e, principalmente, de sua figura??? Ainda não vi nada referente a isso, se alguém aí souber de matéria com ela e não sobre ela, por favor, me mande o link. Agora fiquei curiosa para saber que passa na cabeça de personagem tão peculiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a irreverente Susan nunca imaginou que a realização de seu sonho lhe traria tanta repercussão. Mas eu acho que o que fica mesmo de mensagem de todo esse episódio é a própria letra da música que ela escolheu para tentar a sorte na TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tão diferente daquilo que parecia”. Esse com certeza é o pensamento de todos os que viram seu show pela primeira vez no tal programa de talentos e de todos que estão conhecendo Susan na rebarba do movimento que sua aparição causou, mas, mais do que isso, acho que esse deve ser o pensamento de Susan hoje, sobre a realização de seu maior sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tão diferente daquilo que parecia”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-1899394716445233486?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/1899394716445233486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/tao-diferente-daquilo-que-parecia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1899394716445233486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1899394716445233486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/tao-diferente-daquilo-que-parecia.html' title='“Tão diferente daquilo que parecia”'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3782790385623821099</id><published>2009-04-10T06:12:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T07:41:38.178-07:00</updated><title type='text'>Tradições</title><content type='html'>Está lá no dicionário, &lt;em&gt;tradição: conhecimento ou prática resultante de transmissão oral ou de hábitos inveterados.&lt;/em&gt; E é sempre assim, geração após geração lendas, mitos, fatos etc. são repassados, introjetados como verdades absolutas e, sendo assim, o questionamento é zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer um exemplo? Estamos em plena Semana Santa, época recheada de tradições, mas de um jeito muito peculiar para cada família. Há quem faça um sacrifício durante toda a quaresma: parar de comer chocolates ou de beber lideram o ranking, mas radicalismos também não faltam. Tudo depende da maneira como a pessoa foi criada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um País onde o catolicismo – por mais crises que sofra – ainda é a religião oficial não faltam tradicionalismos repetidos à exaustão e que, no fundo, não fazem o menor sentido. Para sermos bem atuais, hoje é Sexta - feira da Paixão, certo? Sabemos o significado do feriado por força da insistência seja da escola ou da mídia, mas até que ponto vivemos a data como a Igreja espera que aconteça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sd9Ls8tNfgI/AAAAAAAAAEo/Mfb2VPYb_mE/s1600-h/DSCN1070.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sd9Ls8tNfgI/AAAAAAAAAEo/Mfb2VPYb_mE/s320/DSCN1070.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323056520157298178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ok, não comemos carne no dia de hoje e...? O que tem isso demais? È uma ótima oportunidade para aquela bacalhoada tão esperada. Considerando que o bacalhau “está pela hora da morte” (nunca entendi bem o significado dessa expressão, mas achei que caberia bem neste texto), essa ocasião é uma justificativa bem plausível para o gasto excessivo com o almoço especial. E domingo tem chocolate... oba!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando uma ou outra família (uma ou outra é modo de dizer porque sabemos que elas existem aos montes) que vai à missa todos os domingos e conseguem ver a importância da data, grande parte dos mortais de qualquer religião (inclusive aqueles que se dizem católicos por formação e/ou convicção) repete esses hábitos, se priva da carne sem nem pensar no porquê disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que lá no fundo ele sabe que não se come carne porque.... Por que mesmo? Bem, não se come carne vermelha neste dia para relembrar o sacrifício de Cristo. Daí também vem a justificativa das privações a que muitos fiéis se impõem durante a Quaresma. Católica por formação, nunca entendi essa ideia de promessa, sacrifício e afins. Se Jesus é nosso Pai, não ia querer nos ver sofrendo seja por que motivo for. Se Ele nos ajudar a concretizar um projeto não o fará esperando algo em troca. Pelo menos é assim que sinto a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a lenda da minha família que alguns padres se fartam de carnes nobres na Sexta Feira da Paixão. Se isso é verdade ou não, eu não sei. Nunca vi um padre numa churrascaria na Sexta-feira Santa, mas escuto essa história desde que sou criança e quem sou eu para contestar. Digamos que isso seja uma tradição familiar e tradição que é tradição não se contesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não se deva questionar uma tradição, sou jornalista e como tal tenho licença poética para questionar o que quer que seja, então: o que aconteceria se eu comesse carne hoje? Seria menos pura? Uma pecadora? Quem pode dizer que dou menos importância à história de Jesus ou sou menos filha Dele só porque me delicio com uma picanha bem gordurosa na Sexta-feira Santa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas que vão permanecer sem resposta porque tradições não têm explicação racional, elas se pautam pela subjetividade de cada grupo social, de cada família. É uma questão de convicção e não de lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sim pelo não, vamos de peixe na hora do almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3782790385623821099?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3782790385623821099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/tradicoes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3782790385623821099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3782790385623821099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/tradicoes.html' title='Tradições'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sd9Ls8tNfgI/AAAAAAAAAEo/Mfb2VPYb_mE/s72-c/DSCN1070.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7931846935499167994</id><published>2009-04-08T07:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T07:29:42.194-07:00</updated><title type='text'>Observações do tempo presente II</title><content type='html'>Você já reparou como as coisas andam mais aceleradas e o tempo passando rápido demais? Pois, é. Essa é a sensação da maioria das pessoas. Mas nem todas. Em tempos de crise, de demissões em massa, de redução de custos e vacas magérrimas há um grupo de pessoas que tem sentido o tempo passar lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pais de família, jovens recém-formados, mulheres independentes (ou tentando ser) e toda sorte de indivíduos em idade ativa com mil e uma responsabilidades e sonhos estão sendo tolhidos de seu direito de fazer a roda do mundo girar e passam dias e noites a espera... de um milagre?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase isso. Essas pessoas esperam um telefonema, um e-mail ou coisa que o valha com uma boa notícia, uma proposta por mais simples que seja, mas que lhes faça respirar mais aliviado, que lhes dê um novo fôlego para prosseguir vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta-se de tudo: ligar, bater de porta em porta, enviar e-mail de trocentas maneiras diferentes e nada. Nada acontece e os dias seguem sua rotina. Computador, televisão, rua, tarefas domésticas, conversas sem nenhum sentido e a vida corre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre para onde? Será que um dia se chega mesmo à linha de chegada ou volta-se ao ponto de partida? Vira e mexe surge uma ideia, uma entrevista, uma possibilidade que logo se frustra e aí? Faz-se o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem é a culpa? Do desempregado? Do governo? Da crise internacional? Não sei as respostas, sei que cada dia fica mais difícil para essas pessoas terem esperança, acreditarem que tudo vai melhorar, que o futuro é promissor porque na verdade, o futuro já chegou e as necessidades não cessam porque o emprego não vem. A criança não deixa de ficar doente, o dente não deixa de doer, as contas não deixam de chegar, mas o contracheque sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa dura realidade que desacelera o relógio e acelera a mente, a vontade de que as coisas aconteçam logo, que a crise passe, que as empresas contratem e não olhem a sua idade avançada ou a sua falta de experiência na hora de contratar. Que não façam questão do inglês avançado que você nunca teve oportunidade de fazer, de conhecimentos profundos da informática que você mal conhece nem da pós-graduação que você ainda não teve tempo de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais observações por hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7931846935499167994?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7931846935499167994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/observacoes-do-tempo-presente-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7931846935499167994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7931846935499167994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/observacoes-do-tempo-presente-ii.html' title='Observações do tempo presente II'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-9191804465791787642</id><published>2009-04-06T10:29:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T10:50:17.274-07:00</updated><title type='text'>Observações do tempo presente</title><content type='html'>Quando eu era adolescente, computador era artigo de luxo presente apenas na casa dos mais abonados, donos de carrões e gordas contas bancárias. Hoje a maioria das casas tem um computador equipado com &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; e todos os programas necessários para baixar vídeos, músicas, fotos, jogos e tudo o mais o que se deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas de comunicação são inúmeros e surgem a todo o momento com o objetivo de aproximar as pessoas na esfera virtual. Jovens adultos como eu demoraram um pouco para se adaptar a esse novo mecanismo, mas uma vez acostumados, um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que essa linguagem faz parte do nosso cotidiano, um dia sem ela é caos na Terra. E aí fica a reflexão: mas como pode isso? Há bem pouco tempo eu nem imaginava o que era um&lt;em&gt; e-mail&lt;/em&gt; e agora se não checo os meus pelo menos três vezes ao dia sinto que posso estar perdendo algo muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com o celular, que hoje virou artigo de primeira necessidade para todos os mortais acima dos 10 anos de idade. Quando alguém diz que não tem um celular ou não faz parte dos &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; de relacionamento as pessoas estranham, ele é considerado “fora da atualidade”. Mas até que ponto isso é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma autocrítica, creio que hoje quem consegue se livrar desses mecanismos tecnológicos e levar uma vida longe de tais amarras é mesmo um vanguardista. Esses poucos indivíduos que vencem o tabu da pós-modernidade e se esquivam dos padrões tidos como “antenados” estão um passo a frente de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir mão da dependência da tecnologia, essas pessoas se permitem viver uma vida mais simples, com mais contato direto com os amigos, conhecidos, colegas e desconhecido. Têm mais tempo para simplesmente não ser encontrado e poder se dedicar a uma boa caminhada ou a leitura de um livro sem que o celular toque incessantemente, sem que alguém possa encontrá-lo com um problema gravíssimo (que geralmente é resolvido em cinco segundos) e furtá-lo daquele instante mágico de uma solidão previamente programada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo pós-moderno virou novamente uma aldeia e nem se deu conta disso. Uma vez na grande rede de comunicação que se popularizou especialmente no Brasil o indivíduo é colocado em uma vitrine virtual onde todos os seus passos podem ser acompanhados por qualquer pessoa. Seja uma frase colocada no MSN ou uma foto postada no Orkut. Tudo é exposto na internet e a gente se engana dizendo que gosta de privacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosta nada... sob o pretexto de querer encontrar e/ou conhecer pessoas, a gente se expõe e fica ali a mercê de fofocas, de mal-entendidos. O fato é que o ser humano, em especial o brasileiro, é um ser gregário por natureza e tudo o que nos proporciona reunir mais e mais pessoas é facilmente adaptado ao nosso cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso é bom ou mau eu ainda não sei. Não vim ao mundo para julgar. Já diria Zuenir Ventura que o jornalista está aqui para ser “testemunha do seu tempo” e não para tirar conclusões, prender ou condenar. Sendo assim, recolho-me ao meu papel de observadora da vida e continuo usando esses mecanismos para observar e ser observada. Quem sabe um dia, tanta observação não me leva a algum lugar??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-9191804465791787642?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/9191804465791787642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/observacoes-do-tempo-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/9191804465791787642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/9191804465791787642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/observacoes-do-tempo-presente.html' title='Observações do tempo presente'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-5432846077598937623</id><published>2009-04-01T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T12:29:57.342-07:00</updated><title type='text'>Erudito e popular</title><content type='html'>O povo não gosta de cultura erudita ou não consome por que não lhe é oferecido? Vira e mexe esta questão me ronda a mente. Eterna “pollyana”, sempre preferi acreditar que as rimas pobres do &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt; e as letras onomatopéicas do axé só fazem tanto sucesso porque têm uma indústria milionária por trás fazendo um trabalho espetacular de divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na outra ponta as músicas eruditas com melodias harmoniosas, geniais são consideradas cansativas porque estão sempre associadas a um passado que a juventude, principal consumidora dos produtos culturais industrializados, abomina por completo. Óperas e concertos são programas “para gente velha”, são chatos, maçantes e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto repúdio só tem uma explicação: não se vê orquestras se apresentando no Caldeirão do Huck e muito menos cantores líricos fazendo shows no Domingão do Faustão. O que se dirá então de um clipe musical da V Sinfonia de Beethoven na MTV. Essas cenas parecem um tanto surreais porque não estamos acostumados a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não conhecemos outra coisa como escolher entre “o que eu gosto” e “o que eu não gosto”? Assim, seguimos tentando escolher o que é melhor entre o “Créu” e “Festa no Apê”. Acreditamos que essa é a maior expressão do nosso livre arbítrio, da nossa liberdade de opinião sem darmos conta de que se trata de variações do mesmo tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem define o que é erudito e o que é popular é a mídia, claro, atendendo a interesses mercadológicos, mas esse debate não está em questão no momento. Este post tem o objetivo de falar desse embate entre o erudito e o popular porque algumas questões permanecem sem resposta ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi dito aqui que cultura é algo que está entre as pessoas, certo? Música é uma das expressões culturais humanas, certo? A globalização uniu os povos, eliminou as fronteiras culturais, certo? Então onde está escrito que a música clássica só pode ser ouvida por um grupo seleto de europeus ou indivíduos de qualquer nação desde que “sejam estudados”? Por que não é possível encontrarmos uma secretária do lar que adore ouvir Chopin em seu MP3 comprado na promoção das Casas Bahia dividido no carnê em 19 vezes? Ou um doutorando da Harvard ouvir um bom pagode brasileiro em seu carrão último tipo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples, meus caros. Desde sempre a sociedade cria estereótipos que vão sendo reproduzidos geração após geração sem o menor critério virando uma bola de neve incontrolável. Há alguns anos, zapeando os canais de TV surpreendi-me com uma cena que merece, no mínimo, um pouco de atenção. Um músico se apresentava em algum país aparentemente europeu diante de uma massa entusiasmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens, mulheres, jovens, adultos, idosos e crianças loiros se acomodavam no meio da rua fosse na calçada, em cima de muros, árvores ou confortáveis cadeiras para assistir aquele espetáculo tão envolvente. Músicas clássicas entoadas por um violino nervoso, vibrante, um músico alegre, sorridente e divertido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era André Rieu subvertendo a idéia que temos de um concerto. Apaixonado pela música ele deixava essa paixão transbordar para aqueles que o assistiam e era impossível não se deixar envolver por aquele som. Na época eu ainda nem havia entrado na faculdade ninguém em minha casa tinha o hábito de ouvir músicas clássicas, no entanto, todos fixaram os olhos na TV e se divertiram tanto quanto aqueles felizardos europeus que tinham a sua rua como o palco de um belíssimo espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve estar pensando: “ah... mas eram europeus! Outro nível! Isso não daria certo no Brasil”. Engana-se, amigo internauta. Não só seria como é possível. Cidade do interior de São Paulo, São José dos Campos surpreende pelo incentivo à cultura. O Parque Vicentina Aranha volta e meia se apresenta como palco de manifestações culturais diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2008 o referido Parque sediou a apresentação do grupo “De Puro Guapos”. Formado por músicos argentinos, o grupo apresenta tangos e contou com uma educada, participativa e vasta plateia. Assim como no caso europeu, idade e classe social não eram pré-requisitos para assistir ao show oferecido gratuitamente pela prefeitura. Após o evento, cada um retirou a sua cadeira devolvendo-a para o local adequado e saiu do local de forma organizada e civilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena estranha para um grupo de brasileiros? Pois é real e eu estava lá para conferir e comprovar a minha tese de que se o chamado “povão” não gosta da cultura considerada “elitizada” é porque não a conhece. Se só lhe são oferecidos quadris rebolativos e refrões pornográficos, fica difícil gostar de algo que fuja disso. Fugir do óbvio e oferecer algo novo que enriqueça o universo cultural do cidadão é dever dos formadores de opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-5432846077598937623?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/5432846077598937623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/erudito-e-popular.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/5432846077598937623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/5432846077598937623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/04/erudito-e-popular.html' title='Erudito e popular'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-4357039068754973603</id><published>2009-03-31T10:29:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T10:38:04.323-07:00</updated><title type='text'>Jornalismo em pauta</title><content type='html'>Na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, o futuro da sociedade será definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se esta afirmação lhe parece exagerada, é bom que saiba que nesta data estará em julgamento o Recurso Extraordinário que questiona a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SdJTUbvTpLI/AAAAAAAAAEg/_gSQk7zeBC8/s1600-h/arte_campanha_diploma_2009.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 176px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SdJTUbvTpLI/AAAAAAAAAEg/_gSQk7zeBC8/s320/arte_campanha_diploma_2009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319405720386643122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Há no País quem acredite que não é preciso um diploma para exercer a função de jornalista. O que baseia o discurso contra a exigência do diploma é o fato de que, de acordo com a Constituição de 1988, todo indivíduo tem o direito de expressar a sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é uma confusão de conceitos. Claro que cada um de nós pode emitir opinião sobre o que quer que seja, mas isso não é jornalismo. Aliás, muito pelo contrário. O que só os bancos da faculdade ensinam é que o jornalismo sério e de qualidade só é exercido de verdade quando tem a imparcialidade e a objetividade como meta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso quer dizer? Que a subjetividade deve passar longe das matérias informativas. Concordo que para escrever crônicas e artigos boa cultura, senso crítico e talento para escrever bastam, mas para apurar os fatos, hierarquizá-los e transformá-los em um texto que atraia o leitor, telespectador ou internauta é uma tarefa que vai além de talento. É preciso, sim, passar por uma formação específica para se entender a dinâmica da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo é uma área vasta, não existe uma regra única para se trabalhar em televisão, rádio, jornal impresso ou hipermídia. Cada veículo tem as suas peculiaridades e uma linguagem específica. È preciso mais do que conhecimento técnico para transitar em cada um desses universos com habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem só da vida acadêmica se faz um bom jornalista, mas é ela quem dá a base para todo o resto. Se não é justo que aqueles que exercem a profissão sem diploma percam seus direitos, também não é correto que os que passaram por anos de faculdade, que investiram tempo e dinheiro não sejam valorizados por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que pode parecer, jornalismo é coisa séria. Tem influência direta na vida das pessoas e não pode ser encarado como uma brincadeira. Uma informação errada ou mal apurada pode destruir a vida de uma pessoa. Se com diploma os erros não deixam de acontecer, não dá nem para imaginar o que pode acontecer sem ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na Academia que o aspirante a jornalista aprende a real noção de sua importância na sociedade, a seriedade da profissão que escolheu e, depois de quatro ou cinco anos jura, com todo orgulho e consciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício de meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem as teorias e normas profissionais aprendidas na faculdade, todo o talento do mundo é incapaz de entender de verdade a importância dessas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Arte: site da Fenaj&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-4357039068754973603?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/4357039068754973603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/jornalismo-em-pauta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4357039068754973603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4357039068754973603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/jornalismo-em-pauta.html' title='Jornalismo em pauta'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SdJTUbvTpLI/AAAAAAAAAEg/_gSQk7zeBC8/s72-c/arte_campanha_diploma_2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3768494194387933516</id><published>2009-03-27T11:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T11:53:22.668-07:00</updated><title type='text'>Talento e Cultura</title><content type='html'>Tem gente que acha que para ser artista basta ter talento e pronto. Mas não é bem assim. Talento é 10% do sucesso de um artista, os outros 90% depende de muito suor. Entenda-se por suor aquela parte “braçal” dessa &lt;em&gt;glamourosa&lt;/em&gt; profissão, ou seja, estudo, treino, ensaio, orientação e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser músico, ator ou cantor é um universo que mexe com a cabeça das pessoas, ainda mais em um País como o nosso em que bastou aparecer remexendo os quadris em uma banda de axé ou de &lt;em&gt;funk&lt;/em&gt; para a pessoa já ser considerada artista. A maioria das pessoas pensa que é uma vida cheia de encantos, mas o artista bom, aquele que merece o título de verdade, tem que “ralar”. Não tem outro jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator de teatro a mais de 30 anos, Marcus Marchiori declara: "Teatro não é só intuição e talento natural. Um ator para ser bom tem que saber algumas técnicas, tem que ter estudo". Seja qual for o talento do indivíduo, se não estudar nem levar a profissão a sério, acaba sendo só mais um rostinho bonito ou “cantor de uma música só” que cai no ostracismo com a mesma rapidez com que atingiu o estrelato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum vermos meninas de 15, 16 anos dizendo que querem ser atrizes iludidas com o brilho e o charme da profissão.O que essas meninas não sabem é que atuar não é simplesmente decorar um texto e dizê-lo diante as câmeras. Ser ator é algo que vai além e exige trabalho físico, emocional e intelectual. È preciso muito estudo para o talento virar sucesso de audiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza da juventude passa e só permanecem na TV aqueles atores e atrizes que se esmeram para ser sempre mais. Para garantir o que conquistaram hoje, Tony Ramos e Suzana Vieira tiveram muito trabalho e não se deixaram seduzir pelo sucesso. As celebridades instantâneas comuns na sociedade contemporânea acabam engrossando a lista dos indivíduos frustrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de os atores não terem que seguir o ensino tradicional, não os demite da obrigação de ter um mínimo de instrução e cultura, pois só assim se chega ao estrelato. É preciso estar sempre atento ao que acontece, ler bastante, assistir a muitos filmes de estilos e épocas variadas, enriquecer a bagagem cultural para que faça o seu serviço da melhor maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, qual é a função do ator? Interpretar vidas distintas das suas, personagens com características opostas ou mesmo inadmissíveis para eles, se transportar para uma outra cidade, país ou época da maneira mais verossímil possível a fim de fazer com que o telespectador mergulhe com ele nesse universo e esqueça do que acontece na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a pessoa tente fugir do estudo, por mais que diga que odeia cultura, ela não tem como fugir. Para tudo nessa vida é preciso aprender algo, saber algo porque é essa troca de saberes que faz o mundo girar. Até para ser político e roubar do povo é preciso ter sapiência e esperteza para não acabar desmascarado nas páginas dos jornais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3768494194387933516?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3768494194387933516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/talento-e-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3768494194387933516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3768494194387933516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/talento-e-cultura.html' title='Talento e Cultura'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7327330396344078018</id><published>2009-03-24T10:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T09:33:37.417-07:00</updated><title type='text'>Vale Cultura</title><content type='html'>Foi preciso mais de duas décadas de democracia para o governo brasileiro se dar conta da necessidade de se valorizar a cultura nacional, facilitando o acesso aos bens culturais e garantindo incentivo igualitário para os projetos culturais de todas as regiões do País. Pesquisa realizada em 2008 pelo &lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/"&gt;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) &lt;/a&gt;revela que 90% dos municípios brasileiros não possuem qualquer tipo de espaço voltado à cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso quer dizer que das 5.564 municipalidades que compõem o território nacional cerca de cinco mil não têm cinema, teatro, museu ou espaço destinado à produção cultural. Ou seja, milhares de indivíduos nunca foram ao teatro ou assistiram a uma exposição de arte. Alguém pode pensar que isso não significa nada, mas se entendermos que a cultura é fundamental para a formação da identidade nacional, esse dado passa a ser bastante significativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa que mais da metade do País não se entende como nação e isso é muito grave. É a identidade nacional, a compreensão do que é a cidadania que faz as pessoas se sentirem parte de seu grupo, de sua comunidade, valorizando a sua auto-estima. Os dados da pesquisa do IBGE são alarmantes e, finalmente, o governo federal se deu conta disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa informação (e de muitas outras que o IBGE forneceu e que são de arrepiar os cabelos) o &lt;a href="http://www.cultura.gov.br/site/"&gt;Ministério da Cultura&lt;/a&gt; (MinC) elaborou um projeto que prevê mudanças na &lt;a href="http://www.minc.gov.br/projs/projsb.htm"&gt;Lei Rouanet&lt;/a&gt;. A Lei Rouanet é aquela que prevê incentivo a empresas e indivíduos que queiram desenvolver algum projeto cultural. Entre outras medidas, a lei prevê dedução do imposto de renda do valor investido na execução do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A medida que mais se destaca na nova proposta é a criação do vale - cultura, no valor de R$ 50, que deverá ser distribuído aos funcionários nos moldes do vale – refeição. A ideia é que o indivíduo gaste esse dinheiro em bens culturais como livros, CD’s, ingressos para cinema, shows, concertos e peças teatrais. Isso seria muito bom porque facilitaria o acesso do grande público a esses bens que, hoje, apresentam preços inacessíveis para as classes menos favorecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra proposta do projeto de renovação da lei de incentivo à cultura é tornar a distribuição dos recursos federais mais igualitária entre as regiões geográficas, já que hoje as regiões Sul e Sudeste ficam com 80% das verbas e as outras regiões têm que se contentar com o que sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de mudança na Lei Rouanet está aberta à consulta pública e ainda não se sabe ao certo como que ela vai funcionar na prática, mas o motivo que me leva a escrever este &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; é, simplesmente, a iniciativa.  Por mais que as novidades ainda não estejam bem esclarecidas e os produtores culturais estejam receosos com as propostas do MinC, a iniciativa já é louvável. Ainda que tenha vindo tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos torcer para que surjam mais iniciativas desse porte porque o Brasil só tem a ganhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7327330396344078018?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7327330396344078018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/vale-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7327330396344078018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7327330396344078018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/vale-cultura.html' title='Vale Cultura'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-6673401728571368119</id><published>2009-03-23T13:10:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T09:27:44.180-07:00</updated><title type='text'>Crise ambiental</title><content type='html'>Ventos destruidores, ondas gigantes devastadoras, temporais fora de hora, enchentes que levam móveis, sonhos e vidas, avalanches, cidades ameaçadas pelo aumento do nível dos mares e toda sorte de fenômenos naturais que ficaram completamente bagunçados nos últimos anos. Tudo causado por um único motivo: &lt;a href="http://www.wwf.org.br/participe/wwf_acao/colecao_o_globo/volume2_aquecimentoglobal.cfm"&gt;aquecimento global&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu sei que você já está cansado de ouvir falar nisso, mas é preciso falar sempre mais porque parece que a maioria das pessoas ainda não se deu conta de que nós somos os culpados de famigerado mal. O homem destruiu aquilo que tinha de mais valioso: a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do tal progresso, devasta-se a Amazônia, corta-se árvores sem qualquer critério, entope-se os grandes centros de indústrias fumegantes liberando gás carbônico e poluindo o ar e não se cria uma ruguinha se quer na testa quando um produto químico, altamente tóxico é despejado no mar, matando os animais que ali têm seu habitat natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão dando de ombros para isso e continuam a manter seus carrões importados desfilando pela cidade para ir de casa à padaria, jogam papel no chão e na primeira enchente repetem o discurso para lá de hipócrita culpando o governo. Como diz a “boca pequena”, sentam-se no próprio rabo para falar do rabo alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de demitir o governo de sua culpa por não realizar as obras e as políticas ambientais necessárias, estou aqui para mostrar que estamos todos no mesmo barco que logo se afundará numa dessas enchentes (quiçá, numa &lt;em&gt;tsunami&lt;/em&gt;). A grande verdade é que todos nós temos parcela de culpa no caos ambiental que estamos enfrentando e que tende a piorar para as gerações vindouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, o Brasil é um país abençoado, não tem furacão, terremoto, nevasca, nada disso”. É assim que escondemos nosso egoísmo. Que se dane os animais que morrem nos mares do mundo todo por conta da poluição, que se danem aqueles que perdem as suas casas por causa da chuva, que se danem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se danem os mortais individualistas e auto-centrados cujas mentes não vão além do próprio umbigo! Os animais que morrem lá alteram a cadeia ambiental no mundo todo, aquela velha história da borboleta que bate as asas aqui e causa um terremoto na Índia nunca foi tão verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso redefinir o conceito de progresso e realizar ações que não prejudicam em nada, nem alteram sua rotina diária. O &lt;a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1053919-15605,00-MUDANCAS+CLIMATICAS+ATINGEM+CIDADES+BRASILEIRAS.html"&gt;Fantástico&lt;/a&gt; do último domingo lançou uma questão que merece ser considerada. O que é progresso: ter um carrão e viver numa cidade onde ninguém respeita ninguém ou andar de bicicleta e respirar um ar puro e ter uma vida mais digna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atitudes triviais como jogar lixo no lixo, não usar embalagens plásticas além do necessário, andar mais a pé ou de transporte público deixaram de ser meramente uma questão de educação para alcançar &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de preservação da humanidade. E isso não é exagero, é uma constatação. Mais do que uma crise econômica, passamos por uma crise ambiental muito mais grave e de consequências muito mais cruéis. É preciso repensar nossos valores e prioridades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-6673401728571368119?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/6673401728571368119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/crise-ambiental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6673401728571368119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6673401728571368119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/crise-ambiental.html' title='Crise ambiental'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-6176690932979112212</id><published>2009-03-21T08:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T09:30:49.165-07:00</updated><title type='text'>Juiz de Fora e a cultura</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU03wchHbI/AAAAAAAAADI/Q28_lGDrFm8/s1600-h/ATcAAADSrx0pswyrstRGF6xvdWhE_i9gOJYJ9ZDWewxjhwsrX57jsEcOZ59fWbnWBJHH4KUUGx8KUziON9ZP9lDnYmVSAJtU9VAy1S9N0LQ5VhYE0hmBoLZuaDo1Ag.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315713067682700722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU03wchHbI/AAAAAAAAADI/Q28_lGDrFm8/s320/ATcAAADSrx0pswyrstRGF6xvdWhE_i9gOJYJ9ZDWewxjhwsrX57jsEcOZ59fWbnWBJHH4KUUGx8KUziON9ZP9lDnYmVSAJtU9VAy1S9N0LQ5VhYE0hmBoLZuaDo1Ag.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1909 um grupo de 12 intelectuais entre jornalistas, literatos, homens públicos, profissionais liberais e militantes da cátedra e dos tribunais se uniram em torno de um nobre objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligados às artes e à cultura, esses homens acharam que era necessário criar um órgão capaz de preservar a língua portuguesa. Os objetivos principais eram o culto, a defesa e a sustentação da pureza da língua e a produção intelectual na sua plenitude e variedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visionários e vanguardistas, esses intelectuais mineiros criaram a &lt;a href="http://www.academiamineiradeletras.org.br/"&gt;Academia Mineira de Letras &lt;/a&gt;em... Juiz de Fora. Exatamente. No interior de Minas Gerais a cidade, que hoje só aparece no mapa quando algum prefeito é inapto para cometer os habituais crimes políticos e dá as caras em todos os noticiários nacionais, foi palco de movimentos culturais fundamentais para o desenvolvimento da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a cidade já foi importante no cenário econômico todo mundo sabe, mas a &lt;a href="http://www.jfempauta.com/?p=5788"&gt;Manchester Mineira&lt;/a&gt; é hoje uma vaga lembrança na mente dos meus conterrâneos. É “apenas” história, muitas vezes difícil de acreditar quando nos deparamos com o cenário sócio-econômico atual da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.acessa.com/cidade/cultura.apl"&gt;cultura&lt;/a&gt;, então... essa nem é lembrada pelos nativos da antiga Princesa de Minas. Falar que Juiz de Fora já foi pólo cultural é quase um devaneio para quem vive na cidade atualmente, mas isso é verdade. E – pasmem - se hoje ela já não é mais um pólo cultural, ainda é reconhecida pelos artistas nacionais como um grande centro produtor de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, de onde vem esse preconceito com a cultura local? Creio que o grande ponto seja o fato de que fomos ensinados a valorizar o que vem de fora e relegar o que produzimos a segundo plano. Basta ver o que aconteceu com a cantora Ana Carolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida e criada em Juiz de Fora, a cantora ficou anos esbanjando seu talento pelos bares e palcos da cidade sem qualquer reconhecimento da mídia ou mesmo do público. Bastou a moça aparecer em programas de auditório de nível nacional para tudo que é juizforano bater no peito e dizer: “ela é da minha cidade!”.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU0_Ec_6oI/AAAAAAAAADQ/iYZXUFLlgd8/s1600-h/foto8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315713193312512642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU0_Ec_6oI/AAAAAAAAADQ/iYZXUFLlgd8/s320/foto8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece na cidade é uma espécie de xenofobismo ao contrário. Ao invés de atacarmos o que vem de fora, idolatramos, exaltamos como se tivesse um valor incontestável. Tudo o que é produzido no eixo Rio - São Paulo chega para os juizforanos com &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de incrível, basta prestarmos atenção na diferença de público que existe entre os eventos nacionais e os locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui atirando pedra no que vem de fora, ao contrário, também sou fã dos artistas de reconhecimento nacional. Minha crítica é e sempre foi o preconceito que temos com o que é nosso. Pagamos preços absurdos para um show de um artista às vezes nem está mais entre os “top 10” das rádios, mas regulamos gastos para a apresentação daquela banda incrível, que tem músicas que nos tocam muito mais porque ele é da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se ele cresce, tem música na trilha sonora da novela, pronto. Vira celebridade e orgulho dos juizforanos. Aposta quanto que Josy Oliveira, que já tinha talento antes, vai voltar para a terrinha super badalada, dando entrevista para todos os veículos de comunicação da cidade e que os shows dela ficarão abarrotados quando ela sair do BBB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que está na hora de revermos nossos conceitos e prestarmos mais atenção ao que nos rodeia. A Juiz de Fora do século XXI está longe da efervescência cultural dos anos 60, dos movimentos literários, de O Pasquim e companhia, mas há muita coisa boa sendo produzida por aqui, basta sabermos procurar. Quer exemplos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda Operação Tequila, a cantora Myllena, Bruno Nogueira. Artistas de outras artes, fora da música? Gerson Guedes, Heloiza Curzio, Marcus Marchiori, Márcia Falabella... e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU1F05JQHI/AAAAAAAAADY/6PMRHeCJna8/s1600-h/teatro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315713309394681970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU1F05JQHI/AAAAAAAAADY/6PMRHeCJna8/s320/teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Provavelmente, muitos habitantes de Juiz de Fora nunca ouviram falar desses nomes e nem fazem ideia do que eles representam para as artes locais, mas são artistas de primeira linha, com tanto talento quanto aqueles que você vê em revistas de celebridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte não tem fronteiras e não há lei que determine que cidades do interior não possam produzir talentos. E sem essa de que Juiz de Fora não tem cultura. Onde quer que haja um povo a cultura está presente. Nem melhor nem pior do que nos grandes conglomerados, apenas diferente. E é isso que faz do Brasil uma nação tão rica. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-6176690932979112212?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/6176690932979112212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/juiz-de-fora-e-cultura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6176690932979112212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6176690932979112212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/juiz-de-fora-e-cultura.html' title='Juiz de Fora e a cultura'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/ScU03wchHbI/AAAAAAAAADI/Q28_lGDrFm8/s72-c/ATcAAADSrx0pswyrstRGF6xvdWhE_i9gOJYJ9ZDWewxjhwsrX57jsEcOZ59fWbnWBJHH4KUUGx8KUziON9ZP9lDnYmVSAJtU9VAy1S9N0LQ5VhYE0hmBoLZuaDo1Ag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7019501084868204279</id><published>2009-03-18T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T13:26:41.496-07:00</updated><title type='text'>(In)dependência moderna</title><content type='html'>Antigamente as mulheres eram criadas para serem esposas e mães. Ao longo da vida aprendiam a lavar, passar, cozinhar, ser tolerante, arrumar a casa, ser uma esposa para o marido, uma boa mãe para os filhos. Aos homens cabia o papel de prover a família através de seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que essas mesmas mulheres se cansaram dessa rotina monótona e lá pelas tantas foram para a praça queimar sutiãs, exigir seus direito e lutar por um lugar no mercado de trabalho. Educaram suas filhas para estudar, fazer faculdade, ter uma profissão que as livrassem da terrível dependência masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi. Essas meninas fizeram faculdade, estudaram inglês, fizeram ballet, foram trabalhar, fizeram pós-graduação, se especializaram o máximo que puderam, conquistaram um bom emprego, independência financeira e... foram morar sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí começou o problema. As lindas profissionais gabaritadas, poliglotas e muito safas na vida pessoal mal sabiam pegar no cabo de uma vassoura. Ok, elas têm um emprego, mas o salário está longe de permitir luxos como uma empregada doméstica (vivemos no Brasil, baby!). E ainda que permitisse: como ensinar o que não se sabe fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, vem a novela das oito nos brindar com hábitos de uma cultura diferente e a mulherada nacional diz que é um absurdo essas mulheres viverem exclusivamente para seus maridos. E bate no peito para dizer que não sabe nem fritar um ovo, que passa longe de faxina etc., etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a cozinha é um lugar que toda mulher moderna deveria conhecer. Se não para cozinhar para marido e filhos, que seja para cozinhar para si mesma. Afinal, até para se fazer uma saladinha com uma carne grelhada é preciso ter algum conhecimento de temperos e panelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de décadas de uma submissão cega ao sexo oposto, as mulheres passaram a acreditar que independência é uma questão meramente financeira e não é. Ser independente é poder manter uma casa pagando todas as contas de aluguel, luz, condomínio, telefone, internet mais as despesas pessoais com alimentação, médico e remédio, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é independente aquela que faz tudo isso, mas almoça na casa dos pais, leva a roupa suja para a mãe lavar toda semana e só vê um sinal de organização na casa depois da visita materna. A mulher ou o homem (sim, meu bem, os homens estão no mesmo bojo) que vive nessas condições continua sendo um dependente da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo moderno e sem fronteiras, homens e mulheres devem ser independentes em todos os sentidos. Financeiros, emocionais e práticos. Um representante do sexo masculino que se diz independente deve saber lavar, passar e, pelo menos, se virar na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens quando saíam de casa, passavam por esse aperto de não saber se virar longe da mamãe, mas essa “ignorância doméstica” era permitida para eles. Para as mulheres, não. Esse é um valor que, bem ou mal, ainda prevalece na cabeça da maioria das pessoas que se esquece de que as mulheres de hoje foram preparadas para serem homens de saias. As diferenças entre os sexos deixaram de ser respeitadas no que diz respeito à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por uma crise de valores e ninguém percebeu. Ou se percebeu, ignorou. As mulheres frutos da geração “nós somos iguais a eles” devem lembrar que cuidar da casa é tão importante quanto ganhar dinheiro porque ninguém vive num chiqueiro e não há organismo (nem conta bancária) que resista a sanduíche todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que possa parecer, não sou uma machista retrógrada. Muito pelo contrário. Acho que essa cultura que obriga o homem a dar o sustento da família e a mulher a cuidar do lar é extremamente ultrapassada. O que defendo aqui é o direito (para não dizer o dever) de homens e mulheres se virarem sozinhos em uma casa. E que, quando casados, dividam todas as tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu digo todas, são todas mesmo, desde as contas até as louças empilhadas na pia. Isso, sim, é ser moderno, isso, sim, é ser igual. Só dessa forma as diferenças são respeitadas e o serviço dentro e fora de casa não pesa para nenhum dos lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetir velhos padrões ou abandoná-los de vez são atitudes muito radicais que só servem para mostrar a falta de preparo de homens nem mulheres para serem realmente independentes como tanto querem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7019501084868204279?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7019501084868204279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/independencia-moderna.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7019501084868204279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7019501084868204279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/independencia-moderna.html' title='(In)dependência moderna'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-8489175980551908755</id><published>2009-03-16T09:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T10:01:34.813-07:00</updated><title type='text'>O fascínio das novelas</title><content type='html'>Nunca fiz nenhum estudo estatístico, mas, empiricamente, ousaria dizer que nove em cada dez brasileiros são fãs de uma boa novela. E aí se incluem homens e mulheres (com primazia delas, claro). E esse fato é perfeitamente compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que a cultura de massa torna a realidade mais bonita, faz os sonhos, ilusoriamente, possíveis através de um produto rico, sedutor – ainda que inconsistente. Quem de nós nunca se colocou no lugar da moça pobre, trabalhadora, de hábitos modestos que se apaixona pelo homem rico, inteligente, bem vestido – e hetero, claro!- e que consegue realizar esse amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem nunca pensou: “Isso poderia acontecer comigo!” quando, diante da TV vê a história de um personagem que não nasceu em berço de ouro, mas trabalhou, lutou e conseguiu construir um império, tornando-se rico e poderoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é um desses mortais que ri, chora e sonha com as telenovelas padronizadas cujo final é perfeitamente previsível, não se acanhe. Elas são feitas justamente para isso. Produtos típicos da indústria cultural, as novelas são criadas para alimentar desejos e, principalmente, o consumo, que vem na mesma esteira, garantindo o bom funcionamento da máquina capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, a indústria cultural vai criando mecanismos de sublimar a dor da impotência, imposta pela dura realidade nacional, através do riso, da lágrima, enfim, da emoção. Usando o amor como pano de fundo, as novelas mobilizam o País com suas tramas rasas, entremeadas de muito sexo, violência, certa dose de romantismo e a certeza de que todos viverão felizes para sempre no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque a gente se reconhece nas telas, vê expostas as nossas mazelas e a superação das mesmas, o que nos dá certo conformismo, afinal, se a vida está ruim agora, vamos continuar lutando que lá na frente tudo se resolve. Essa é a mensagem implícita em toda novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso não está de totalmente equivocado. Temos que ter fé no labor diário e acreditar que as coisas vão melhorar, o problema é quando as pessoas se regozijam da glamourização da violência, por exemplo, e encaram aquilo que veem na TV como uma verdade absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a sua penetração, as novelas têm a função de eliminar os pontos de conflitos existentes na sociedade, inserindo os valores já existentes nela de uma forma mais “democrática” em todos os pontos do País, a fim de restabelecer a ordem. E nisso elas são muito eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a importância de personagens que tragam temas como a gravidez na adolescência e o alcoolismo no passado ou o homossexualismo e a clonagem mais recentemente. A polêmica que tais abordagens trazem é considerada ousadias dos autores e geram reações veementes, no entanto, forçam a discussão e aquilo que era considerado “diferente” passa a fazer parte do cotidiano das pessoas naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a TV não cria valores, ela reforça o que já existe para tentar reduzir o preconceito e tornar algumas situações que, longe de terem o caráter maniqueísta do que é certo ou do que é errado, são reais e merecem uma discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando essa função social das telenovelas, não se pode apontar o dedo para elas fazendo só críticas. É preciso admitir que elas contribúem para a cultura do povo brasileiro, que são capazes de promover algumas transformações no comportamento das pessoas, mas, mais uma vez, fica o apelo: ao se deleitar diante dessas tramas apaixonantes e envolventes, não esqueça o senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novela não é realidade, por isso, antes de sair por aí reproduzindo o comportamento de seus personagens favoritos ou usarem-nos como justificativa para os seus atos, faça uma análise crítica, desconsidere as cargas exageradas de drama, humor ou suspense e reaja ao que está vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que queira se aproximar da realidade, as tintas são sempre mais carregadas do que deveriam nas novelas, porque elas fazem parte da categoria entretenimento. Se fossem relatos da vida real, seriam telejornais. Pense nisso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-8489175980551908755?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/8489175980551908755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/o-fascinio-das-novelas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/8489175980551908755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/8489175980551908755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/o-fascinio-das-novelas.html' title='O fascínio das novelas'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7556364352899821652</id><published>2009-03-15T07:19:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T06:18:59.774-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a arte e a sociedade</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Tudo o que é sólido se desmancha no ar”&lt;br /&gt;(Karl Marx)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a história que na era medieval a arte era adorada enquanto manifestação de um dom divino, possuindo valor de culto. Dessa forma, ela adquiria uma originalidade e uma autenticidade que a fazia única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os tempos modernos vieram se contrapor a esse caráter ritualístico quando trouxeram novas tecnologias capazes de reproduzir fielmente a obra de arte que antes estava num status de criação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem uma fotografia do quadro&lt;em&gt; Monalisa&lt;/em&gt;, tecnicamente, não precisaria ir ao Louvre para conhecer o original. Se tem acesso à cópia digitalizada de &lt;em&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/em&gt;, não precisa comprar o livro de Gabriel Garcia Márquez e por aí vai, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas apenas em parte. Se por um lado as reproduções técnicas tornam tangíveis os grandes clássicos das artes, por outro, faz perder alguns detalhes que dependem do momento exato em que foi criado, é o que os críticos mais rigorosos chamam de “aura do objeto artístico”. Essa o indivíduo só terá acesso se estiver no Louvre ou onde quer que esteja a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí fica uma questão: será que isso faz mesmo diferença? Se eu consigo ler o livro e captar a mensagem que ele quer transmitir, o que importa se é uma cópia ou um original? Se a arte foi feita para ser apreciada pelo maior número de pessoas possível, se ela tem que ir “onde o povo está”, então, que a tecnologia venha para cobrir essas lacunas e tornar tangíveis obras que antes eram adoradas à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que no instante em que o criador passou a ser suplantado pelo reprodutor, mudou - se todo o estatuto da arte porque quebrou a sua unicidade, dando-lhe potência para ser algo além de um ritual. A arte tornou-se uma prática: a política. E isso é grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós só conhecemos a arte sob esse aspecto político e por isso é difícil aceitar a crítica que se faz a esse processo. Mas é preciso entender que a arte deixou de existir por ela mesma para assumir um objetivo, normalmente, atrelado aos interesses do mercado. Assim como todos os produtos da modernidade, a arte passa a ser uma manifestação efêmera e o artista passa a ser um espelho dessa sociedade onde tudo é fugaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes a cultura era uma forma de se construir algo novo alicerçado na desconstrução de um conceito que já não atende à vontade das pessoas, a indústria cultural veio solapar esse caráter contestador do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, é preciso uma reflexão crítica sobre a sociedade para que os valores não se percam no caminho. E a quem cabe essa função? Aos intelectuais? Aos professores? Aos jornalistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa função, meus caros, cabe a qualquer indivíduo capaz de pensar de forma racional e coerente o mundo em que vive visando o progresso. Somente através da educação e do espírito crítico alcançamos o verdadeiro progresso, aquele que faz a nação andar para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lermos o jornal, assistirmos a TV ou acessarmos um blog temos que ter em mente que o que está sendo veiculado ali, não é uma verdade absoluta. Este post pode ser um grande amontoado de bobagens, mas se lhe fez pensar sobre o assunto, já cumpriu a missão a que se propôs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7556364352899821652?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7556364352899821652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/reflexoes-sobre-arte-e-sociedade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7556364352899821652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7556364352899821652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/reflexoes-sobre-arte-e-sociedade.html' title='Reflexões sobre a arte e a sociedade'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-2030301553193689706</id><published>2009-03-12T08:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T11:52:00.988-07:00</updated><title type='text'>Fábrica de heróis</title><content type='html'>O assunto do momento no meio esportivo é a volta de Ronaldo “Fenômeno” (?) para os gramados. “Fenômeno vai voltar, não vai?”. Pois bem, ele voltou, jogou, fez gol e a mídia já o apresenta como herói do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1LurzxvI/AAAAAAAAACw/zp04k9l4-qw/s1600-h/1138764-9209-ga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312335711086823154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1LurzxvI/AAAAAAAAACw/zp04k9l4-qw/s200/1138764-9209-ga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balzaquiano jogador - que já teve casamento relâmpago, engordou, emagreceu, operou joelho (os dois), engordou de novo, teve mil e uma namoradas, ficou sumido dos noticiários esportivos, se enganou com garotas (ou seriam garotos?) de programa, teve passagem polêmica pelo Flamengo, fechou com o Corinthians, encarou um ano de fisioterapia pesada, emagreceu de novo, voltou aos jornais por causa de uma farrinha boêmia antes do jogo, foi suspenso e, finalmente, voltou ao campo (ufa!) - &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Corinthians/0,,MUL1039411-9862,00-APOS+DOIS+GOLS+EM+TRES+JOGOS+RONALDO+AFIRMA+SELECAO+AINDA+ESTA+LONGE.html"&gt;é cauteloso e sabe que ainda não está no seu melhor momento&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo o que passou, o rapaz sabe que ainda falta muito para voltar a ser aquele jogador que empolgava a garganta de Galvão Bueno. Por que então ainda somos obrigados a ver manchetes enaltecendo o jogador, elevando-o ao status de herói? Ok, o cara é duro na queda, se esforça para voltar, mas convenhamos, ele tem mais de 30 anos e isso pesa para qualquer mortal, mesmo para os atletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que admiração pelo atleta extraordinário que ele foi, mais do que torcida para que ele se recupere logo e volte à boa forma de antes, desconfio que essa histeria em torno de sua volta ao futebol (em especial, o brasileiro), tem razões um pouco mais profundas. O fato é que na falha memória histórica do brasileiro não povoam grandes heróis, apenas o esporte é capaz de tal façanha, mesmo estando tecnicamente deficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1XAZ5dxI/AAAAAAAAAC4/2-Ni-ssRsP4/s1600-h/1138001-8848-ga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312335904822097682" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1XAZ5dxI/AAAAAAAAAC4/2-Ni-ssRsP4/s200/1138001-8848-ga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Ronaldo é apenas o mais recente, para não dizer constante, considerando que o Brasil é “o país do futebol” e tudo que se refere ao esporte merece destaque em qualquer época do ano, mas em 2008, o garimpo por novos heróis nacionais se repetiu e em 2012 a história dará sequência porque sempre foi assim e, infelizmente, parece que sempre será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo, mobilizam os mais variados tipos de atletas que, teoricamente, estariam ali em condições de igualdade, afinal, tiveram o mesmo tempo para treinarem. Acontece que essa é uma visão romântica e idealizada da situação porque na prática as diferenças entre desenvolvidos e subdesenvolvidos ficam ainda mais evidentes em eventos como esses. E por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o diferencial está na verba, na técnica, no espaço físico, enfim, na infra-estrutura que cada nação tem à sua disposição. Um atleta norte-americano, por exemplo, treina desde criança num programa que inclui alimentação balanceada, acompanhamento médico, psicológico, técnicos bem formados, amplos e bem equipados ginásios, apoio da família, do governo, da escola, do empresariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1hqbbNQI/AAAAAAAAADA/ef9t0rWOA28/s1600-h/564620-9052-cp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312336087901484290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1hqbbNQI/AAAAAAAAADA/ef9t0rWOA28/s200/564620-9052-cp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, os grandes potenciais esportivos quase sempre são descobertos “treinando” nas ruas, em um campo de várzea ou numa praça qualquer. Quando em algum pequeno centro esportivo estão é porque suas famílias – normalmente desestruturadas – quis afastá-los das drogas. Seu talento nem de longe é consequência de uma alimentação saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dois em dois anos, um evento esportivo mobiliza o Brasil, fazendo emergir no povo um sentimento de nação, um amor à pátria numa transferência de responsabilidades. Ao invés de esperarem mudanças vindas do governo, veem nos pés, mãos e braços dos atletas a grande transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se no momento do gol, cada pé cansado de tanto andar em busca de emprego em tempos de crise pudesse se regozijar, ter um instante de sucesso na vida. É a catarse absoluta. Passa o mês esportivo e o calejado trabalhador tem de dar novamente com os costados na realidade. E os atletas? Esses coitados, depois dos seus 15 minutos de fama passam os próximos anos relegados ao ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esporte está – e sempre esteve – no imaginário coletivo como instrumento de um nacionalismo quase ufanista que tem prazo de validade, é extremamente perecível. E os governos, claro, se aproveitam desse momento de euforia para engabelar os eleitores com falácias. Ou seria à toa que as Olimpíadas coincidem com as eleições municipais e a Copa do Mundo com as presidenciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vamos adentrar aqui em uma discussão sobre essa feliz coincidência, fazendo uma analogia entre a postura da mídia com a política do pão – e – circo. O fato a ser discutido aqui, é a fabricação de heróis pela mídia a cada novo evento esportivo. Se ter heróis é importante para a construção da identidade nacional, é preciso preservá-los, reconhecer suas fraquezas e, ainda assim, admirá-los, afinal, o Super Homem é sensível à criptonita e nem por isso deixa de ser um super-herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;em&gt;As fotos deste post são retiradas do portal &lt;a href="http://www.terra.com.br/portal/"&gt;Terra&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-2030301553193689706?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/2030301553193689706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/fabrica-de-herois.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2030301553193689706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/2030301553193689706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/fabrica-de-herois.html' title='Fábrica de heróis'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/Sbk1LurzxvI/AAAAAAAAACw/zp04k9l4-qw/s72-c/1138764-9209-ga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-400551598364556771</id><published>2009-03-11T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T13:27:57.043-07:00</updated><title type='text'>A exclusão social por Adenilde Petrina Bispo</title><content type='html'>Mulher, negra e pobre ela é o retrato da exclusão social no Brasil. Ou pelo menos, deveria ser, se Adenilde Petrina Bispo fosse uma mulher qualquer. Dona de um senso crítico aguçado e de um discurso muito bem elaborado que sai de sua boca sem que seja preciso fazer força, Adenilde tem no &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt; a força de sua resistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós nos acostumamos a ver o estilo meio de banda, com receio e até com um certo medo os adoradores dessa música mais falada do que cantada, entoada de uma forma rápida, quase inteligível, mas bastam cinco minutos de conversa com Adenilde para entendermos que este é um estilo que vai muito além de estereótipos forjados pelos filmes americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na periferia de Juiz de Fora ela fala mais alto e luta por tudo o que acredita, enfrentando toda sorte de preconceitos. Tudo em nome de uma causa que não é só dela, mas de muitos outros. "O &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt; é um caminho de eu levar informação para eu conseguir atingir meu objetivo de vida que é o fim das desigualdades, do racismo e do preconceito de qualquer espécie", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num bairro onde reinavam violência e preconceito contra homossexuais, ela, através de suas idéias e de sua voz conseguiu reverter o quadro na época em que a Rádio Mega ainda estava no ar. Rádio comunitária, que há mais ou menos seis anos teve que sair do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde aquela época, Adenilde trabalha com seus ouvintes e seguidores os cinco elementos do hip hop: &lt;em&gt;break&lt;/em&gt; (dança), grafite (artes plásticas), MC (responsável por apresentar a cultura para a comunidade), DJ (responsável por pensar as bases da cultura), &lt;em&gt;rap&lt;/em&gt; (poesia) e a informação, incrementada recentemente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quem desbanca a relevância da informação na cultura &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;, a guerreira dispara: "Não adianta trabalhar os quatro elementos sem informação. Temos que estudar, conhecer a nossa história para poder manter os elementos unidos e enriquecer a nossa cultura. Sem estudo nada dá certo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeita com o fim da Rádio, Adenilde continua realizando reuniões, em sua casa mesmo, para discutir temas como racismo, preconceito, desigualdades, oposição entre centro e periferia, homossexualismo etc. Com isso ela espera mudar a consciência da sua comunidade e convencer os jovens a trocarem a violência e a bandidagem pela arte e pela cultura hip hop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua inspiração está nos fatos. Adenilde garante que houve redução da violência contra os homossexuais do bairro e também do consumo de drogas desde que essas reuniões começaram. "Muitos de nossos jovens largaram as drogas para investirem no hip hop: tem grafiteiro dando oficina, outro menino ensina break em uma companhia de dança que ele mesmo criou...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos como o de Adenilde me fazem ter orgulho de ter nascido em um país tão rico e tão plural no que se refere a manifestações culturais. Enquanto alguns políticos diplomados e engravatados envergonham a nação publicamente, histórias de garra, coragem e amor ao próximo ploriferam na clandestinidade. Ninguém fala deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como flores no asfalto, essas iniciativas resistem à poluição que cristaliza as mentes, ao vaivém de automóveis que desvia a atenção para o que acontece ao lado e colorem a realidade nacional com matizes múltiplas, suaves que me fazem bater no peito com orgulho e repetir a manjada frase usada como campanha governista, mas que faz todo o sentido: “Sou brasileira. Não desisto nunca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desisto de lutar, não desisto de descobrir outras tantas Adenilde’s escondidas nos rincões desse país e escancarar seus feitos a quem quiser conhecê-los.Não desisto de aplaudir a sapiência humana que ultrapassa livros e cadernos. Sou brasileira e não desisto nunca de ver esse país deixar de esperar o futuro que nunca vem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuro que já chegou. E a velha máxima "o Brasil é o país do futuro" continua a ser repetida como aquela promessa de campanha que jamais se cumpre, mas que satisfaz os momentaneamente os eleitores, dando-lhe a falsa esperança de que dias melhores virão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-400551598364556771?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/400551598364556771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/exclusao-social-por-adenilde-petrina.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/400551598364556771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/400551598364556771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/exclusao-social-por-adenilde-petrina.html' title='A exclusão social por Adenilde Petrina Bispo'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-9102794804073218153</id><published>2009-03-10T09:41:00.001-07:00</published><updated>2009-03-10T10:06:44.325-07:00</updated><title type='text'>Hoje tem marmelada?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbaYcgLK8tI/AAAAAAAAABw/aLIJv6ZyvTk/s1600-h/foto1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbaYcgLK8tI/AAAAAAAAABw/aLIJv6ZyvTk/s400/foto1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311600425970627282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: Josemar Lucas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, o circo ainda existe vocês acreditam?! Não, não estou falando do circo diário que nos acostumamos a ver no Congresso. Falo daquele circo genuíno que faz gargalhar as crianças. Aquele bom e velho circo com elefante, mágico, palhaço e pipoca.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele permanece vivo mesmo em tempos de &lt;em&gt;playstation’s&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;wii’s&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;X-box’s&lt;/em&gt; e isso não deixa de me espantar. Com total acesso a informação via TV, jornais, revistas e &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, eu podia jurar que as crianças de hoje já não se seduziam mais com mulheres sendo divididas ao meio, coelhos saídos da cartola e palhaços dando banho de confete na platéia, como se fosse xixi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais depois do surgimento do Mister M. que insiste em desvendar os mistérios das mágicas mais surpreendentes, mostrando, talvez cedo demais, o quanto a vida é dura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio do Gran Circo Pipoca, que se apresenta em Juiz de Fora no próximo dia 15 me trouxe à mente – além das emoções vividas "na aurora da minha vida", parafraseando o poeta – a lembrança de &lt;a href="http://www.acessa.com/cultura/arquivo/nossosartistas/2008/12/01-neli/"&gt;Neli Aquino&lt;/a&gt;. Mulher de múltiplos talentos que vê na arte do palhaço a sua maior virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 42 anos ela, que já quis ser médica, é músicista, fotógrafa, formada em Letras, micro empresária e artista plástica (formada) se dedicou a um curso de palhaço e se enche de orgulho dessa função. Neli gosta tanto de ser palhaça que diz que se fosse preciso escolher apenas um de seus múltiplos talentos para se dedicar pelo resto da vida, essa seria a sua escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por quê? Sem titubear, ela responde: ”Eu acho o riso muito importante... você despertar o riso da outra pessoa através do seu ridículo, do seu lixo, é muito gostoso. Essa é a grande satisfação” – argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neli não está falando do riso nervoso, debochado, mas daquele riso espontâneo, honesto que só as crianças sabem dar. Os adultos conseguem acompanhar aquelas gargalhadas estridentes e incontidas, mas o efeito neles é bem menos intenso. Isso porque o "mágico dos mágicos" do universo deles (leia-se: a mídia) desmistifica os encantos do dia-a-dia, mostrando uma realidade dura demais e poucas são as "nelis" da vida real que conseguem sublimar a pressão rotineira, a crise financeira e transformá-la em riso.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Um riso libertador, que expurga todos os pecados, as contas para pagar, o chefe exigente, os problemas de família, o casamento mal sucedido. Infelizmente, os anos vivido já nos travestiu tantas vezes de palhaço que já não há novidade nesse mister.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivendo no Brasil, todos os dias temos a nítida sensação de que somos palhaços há muito tempo. Mas por mais que os &lt;a href=http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac320963,0.htm&gt; castelos “secretos” (que nada têm de encantados)&lt;/a&gt; façam com que a gente sinta arder o nosso nariz vermelho, é preciso ter em mente que, ao contrário dos políticos que nos ludibriam com cretinices esfarrapadas na TV, os artistas – palhaços estão aí para nos oferecerem um pouco de dignidade, ingenuidade e um riso puro, sincero e limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, se fossemos palhaços, sem dúvida alguma, seríamos mais felizes. Segundo Neli, quando se transforma em palhaço "a pessoa se despe do convencional e se assume autêntica, mostrando a sua ingenuidade, a sua fragilidade e seus defeitos. O palhaço se expõe muito e faz graça dos próprios defeitos", descreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje tem marmelada?! Basta abrir os jornais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-9102794804073218153?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/9102794804073218153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/hoje-tem-marmelada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/9102794804073218153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/9102794804073218153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/hoje-tem-marmelada.html' title='Hoje tem marmelada?!'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbaYcgLK8tI/AAAAAAAAABw/aLIJv6ZyvTk/s72-c/foto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-6981542672542896207</id><published>2009-03-09T08:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:06:55.682-07:00</updated><title type='text'>Poesia de bolso</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sessenta e oito páginas. Cinqüenta e duas poesias. Formato pequeno que cabe no bolso da calça ou dentro de uma bolsa sem fazer muito peso. Amor, solidão, saudade e crítica social em versos. Livro pequeno, com poder de transformação. Assim pode ser resumido &lt;em&gt;Vertigens do Tempo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 2008, com incentivo da &lt;a href="http://www.funalfa.pjf.mg.gov.br/murilomendes/lei.php"&gt;Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura&lt;/a&gt;, o livro é homônimo do poema que figura na contracapa do livro e traduz o que o poeta Hernani Tafuri (foto abaixo) pensa a respeito do processo de confecção de uma poesia (leia poema no fim deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;). Ele fala sobre um conflito interno que domina as emoções do eu - lírico de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbU-ATyxJrI/AAAAAAAAABA/Y6iLjtURrQs/s1600-h/hernany.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311219510587500210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbU-ATyxJrI/AAAAAAAAABA/Y6iLjtURrQs/s320/hernany.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A idéia de fazer poema é uma vertigem. A inspiração vem de repente e aquela idéia muda o seu pensamento como uma vertigem que corta o seu tempo, o seu movimento normal", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 26 anos, Tafuri já conta com uma vitória em um concurso internacional de peso no terreno poético. Considerando que o rapaz deu seu primeiro mergulho literário há apenas sete anos, na época do cursinho, podemos dizer que começou a carreira de escritor com o pé direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a pergunta: o que faz um jovem de 19 anos com um mundo de oportunidades, baladas e micaretas sem fim “perder tempo” com literatura. Pior ainda, com poesia? A resposta vem logo na apresentação de &lt;em&gt;Vertigem do Tempo&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;Escrevo com imenso amor e sou grato a todos aqueles que me emprestam, mesmo sem saberem, uma fração de suas vidas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí, o grande mistério: Amor. E não estamos falando do amor platônico pela garota mais popular da escola ou do amor carnal por aquela vizinha que resolveu lhe dar bola. Os poemas de Tafuri não se resumem a isso. Além do amor, suas linhas transitam por universos ainda mais profundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo artista, o jovem poeta tem uma alma sensível e inquieta que se ocupa de questões humanas, sociais e filosóficas profundas. Suas linhas, rimadas ou não, traduzem sua preocupação com as emoções que o ser humano carrega e com o uso que faz delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítico, o rapaz não se envergonha de dizer que das cinco dezenas de poemas selecionados para o livro, apenas duas poesias&lt;br /&gt;dispensam retoques. Trata-se de &lt;em&gt;Um amor, uma rosa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Quanto Vale?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em todos os outros tem algo que pode ser mudado. É uma reticência que sobra aqui, uma palavra que poderia ser modificada ali... nesses dois isso não acontece. Eu leio e digo: ficou bom mesmo!", confessa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sobre sua preferência pela literatura, Tafuri garante que não está sozinho. “Os jovens gostam de poesia, mas não têm muito acesso e voltam-se para a música mesmo.” Para ele, o que falta são poetas que se mostrem em saraus, que não trancafiem suas poesias dentro de um baú secreto. “Falta que os poetas tenham iniciativas de criar movimentos como os que aconteciam no passado, diz.”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbU-ZymohOI/AAAAAAAAABI/rZj1BmZm6DI/s1600-h/19-vertigens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311219948354831586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbU-ZymohOI/AAAAAAAAABI/rZj1BmZm6DI/s320/19-vertigens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quem se apega ao tamanho dos livros de poesias e à complexidade das mesmas para fugir de tal leitura, fica aí uma dica. Não há construções de difícil entendimento. A poesia de Tafuri é feita para os mortais comuns como eu e você. Para quem não está acostumado a esse tipo de leitura, pode ser um bom começo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Vertigem do tempo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigem do tempo, vertigem:&lt;br /&gt;segundo a segundo formando&lt;br /&gt;um minuto a minuto formando&lt;br /&gt;uma hora, um dia, uma vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigem do tempo, vertigem:&lt;br /&gt;quem sou? O que resta&lt;br /&gt;de mim nesta pálida figura&lt;br /&gt;que versa, que chora,&lt;br /&gt;que atravessa o mundo&lt;br /&gt;com o tempo pingando&lt;br /&gt;dos olhos como lágrimas&lt;br /&gt;construindo o arrebol&lt;br /&gt;de um sol atômico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigem de mim, vertigem:&lt;br /&gt;o que crio sou eu? O que faço&lt;br /&gt;perde-se no vazio&lt;br /&gt;do silêncio contido no&lt;br /&gt;eu te amo de sempre, no&lt;br /&gt;vá e não volte, suporte&lt;br /&gt;imperfeito para o esquecido&lt;br /&gt;solilóquio inaudível?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigem do tempo, vertigem:&lt;br /&gt;onde estou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hernani Tafuri&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Interessados em adquirir o livro, basta enviar e-mail para: hpoeta@yahoo.com.br &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-6981542672542896207?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/6981542672542896207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/poesia-de-bolso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6981542672542896207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/6981542672542896207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/poesia-de-bolso.html' title='Poesia de bolso'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbU-ATyxJrI/AAAAAAAAABA/Y6iLjtURrQs/s72-c/hernany.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-1151980489378778019</id><published>2009-03-08T05:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T11:02:56.355-07:00</updated><title type='text'>Desafios da mulher moderna no século XXI</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres ? Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.&lt;/em&gt; "&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Rita Lee)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://lucianacaliman.blogspot.com/2008/02/ns-mulheres.html"&gt;Leia texto na íntegra.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1975 a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o dia 08 de março como &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm"&gt;&lt;strong&gt;Dia Internacional da Mulher&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, em homenagem às 130 mulheres incendiadas em manifestação em prol de melhores condições de trabalho, em uma fábrica de tecidos lá no início do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato mostra o quanto a mulher recém-chegada ao mercado de trabalho sofria fortes repressões. Quase cem anos depois - apesar de todas as conquistas obtidas - a mulher ainda é vítima de preconceito, desrespeito e desigualdade dentro da sociedade contemporânea. Para o cientista político Diogo Tourino (foto abaixo), falar em opressão no século XXI é um rótulo abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres conseguiram sair de casa, enfrentar o mercado de trabalho, conquistar independência financeira, mas ainda não podem se dizer iguais aos homens. "As questões relacionadas à casa, ou seja, à reprodução da vida em sociedade ainda estão muito concentradas nas mulheres, aspectos domésticos ainda estão sob os cuidados delas", diz Tourino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres se livraram do avental sujo de ovo, mas não escapam de quebrá-los. Hoje ela tem que fazer o mesmo bolo de antes, mais as outras atividades profissionais. Para Tourino "imaginar que tarefa&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbO-npAIxxI/AAAAAAAAAAk/_BEMyxB9Byg/s1600-h/diogo_pronta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_53107979738305513" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbO-npAIxxI/AAAAAAAAAAk/_BEMyxB9Byg/s320/diogo_pronta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s mínimas como quem vai cuidar das crianças e quem vai colocar o sustento para a família ainda é uma questão circunscrita a um papel vinculado ao sexo é colocar em questão se a mulher, de fato, conseguiu a sua emancipação nos anos 60".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa esposa, boa mãe, boa dona de casa, boa profissional, linda, bem arrumada, perfumada, magra e com o cabelo impecável. Todas essas são exigências feitas à mulher moderna. E a sociedade se orgulha, bate no peito para dizer que a mulher conseguiu se livrar da opressão que a tolhia décadas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a jornalista Cláudia Lahni (foto ao lado) existem duas saídas para essa situação de desigualdade entre homens e mulheres. Uma diz respeito à participação feminina em entidades que lutem por mudanças em relação às mulheres. A outra questão é relativa a uma postura pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mulher tem que assumir a decisão pela igualdade. E nesse ponto, é muito importante a participação não só das mulheres, m&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbO-1HdZaDI/AAAAAAAAAAs/0NAqGDmpVWM/s1600-h/claudia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310798205344639026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbO-1HdZaDI/AAAAAAAAAAs/0NAqGDmpVWM/s320/claudia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as também dos homens, no sentido de a gente ter uma sociedade mais justa, mais igualitária. Que cada um e cada uma assuma essa decisão de participar de uma sociedade igualitária sem preconceito de nenhuma ordem. Isso significa uma ação e uma decisão pessoal no sentido do não-preconceito, da não-injustiça, enfim, da igualdade", acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante nessa eterna luta entre os sexos é entender que homens e &lt;a href="http://www.belezapura.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=7&amp;amp;infoid=618"&gt;mulheres&lt;/a&gt; jamais serão iguais. E não se considera aí, apenas as diferenças biológicas, estamos falando de comportamento, maneiras de pensar, de criação, de hábitos culturais e tudo o mais que faz a vida ter graça. Ao invés de ficarem lutando eternamente, homens e mulheres deveriam unir suas energias em nome de uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria das mulheres sem o jeito de sabe-tudo dos homens e o &lt;a href="http://www.velhosamigos.com.br/Colaboradores/Diversos/arnaldojabor5.html"&gt;que seria dos homens sem a eterna meiguice feminina&lt;/a&gt;? Fundamental mesmo é que homens e mulheres se respeitem em sua individualidade, em suas potencialidades e limitações para que a sociedade possa, realmente, se considerar "moderna". Afinal, modernidade nada mais é do que um estado de espírito elevado e livre de preconceitos de qualquer espécie. Isso, sim é progresso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, Feliz Dia das Mulheres para todas as mulheres lindas, competentes e felizes. E Feliz Dia das Mulheres aos homens que têm a sorte de dividir a vida com um ser tão especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Se você é uma mulher moderna, cansada de tantos deveres e obrigações que centenas de sutiãs queimados em praça pública lhe impôs, leia o desabafo &lt;a href="http://www.pensador.info/frase/MzkyODg0/"&gt;Carta de Amélia&lt;/a&gt;. A autora é desconhecida, mas as reivindicações são bem pertinentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-1151980489378778019?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/1151980489378778019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/desafios-da-mulher-moderna-no-seculo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1151980489378778019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/1151980489378778019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/desafios-da-mulher-moderna-no-seculo.html' title='Desafios da mulher moderna no século XXI'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbO-npAIxxI/AAAAAAAAAAk/_BEMyxB9Byg/s72-c/diogo_pronta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7433715352646682947</id><published>2009-03-07T12:43:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T13:39:36.163-08:00</updated><title type='text'>Meta postagem</title><content type='html'>&lt;p&gt;A modernidade e a tecnologia facilitaram as práticas rotineiras, o acesso à informação e ampliaram a rede de comunicação, mas diluíram o instante mágico do convívio, do contato com o outro. É inegável a funcionalidade burocrática de Orkut, MSN, &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; (como esquecer deles?) como também é inegável sua inutilidade no que tange as relações interpessoais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ok, esses artíficos aproximam as pessoas, possibilitam encontros e re-encontros, divulgam ideias para um sem-números de pessoas, mas o homem está perdendo a chance de se aventurar no encantador universo das pequenas ilhas humanas que cruzam seus caminhos diariamente. O mundo está às avessas! E as ilhas humanas tornam-se progressivamente inóspitas, numa cadência frenética e imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito o que se refletir acerca dessa clausura solitária na qual nos instalamos antes que o turbilhão do tempo trague nossas emoções, antes que ondas gigantescas engulam essas ilhas incríveis que nos tornamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter em mente que a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; tem que ser uma ferramenta a mais nas relações, nos trabalhos, e não a única. Recentemente li um livro sobre publicidade no qual um dos autores escreveu logo nos capítulos iniciais: "A verdade está nas ruas". E é mais ou menos por aí. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reclama-se tanto da suposta falta de cultura de Juiz de Fora, mas quantos de nós sai de casa para assistir a um show ou peça local? Quantos de nós sabe o que acontece embaixo do nosso nariz? E isso serve para todas as cidades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Digo por mim mesma que só conheci um pouco mais da minha cidade quando, por força do trabalho, fui conhecê-la de verdade. Todo lugar está repleto de musicalidade, poesia, arte, basta que tenhamos bons olhos para enxergar. E é da arte que nasce as grandes reflexões que nos mantém com o espírito alerta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta não é uma crítica à tecnologia, mas ao uso que fazemos dela. Temos que reavaliar nossa postura e garantirmos nossa sobrevivência nesse tempo confuso e acelerado em que vivemos. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7433715352646682947?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7433715352646682947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/meta-postagem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7433715352646682947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7433715352646682947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/meta-postagem.html' title='Meta postagem'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-4906249590845109299</id><published>2009-03-06T07:14:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T08:25:10.032-08:00</updated><title type='text'>Sobre Zeca Baleiro</title><content type='html'>&lt;p&gt;Para quem gosta de música e escreve sobre cultura e está em Juiz de Fora neste seis de março, é impossível passar batido pelo grande show do dia (ou da noite, se preferirem): Zeca Baleiro volta à cidade para mais um incrível show (que eu por força da minha conta bancária zerada, não poderei ir).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enquanto fico aqui sonhando com as luzes, cores e altas doses de poesias de logo mais, vou divagar sobre o cara. Se fosse possível compará-lo a outros artistas da mesma envergadura, poderíamos dizer que Zeca Baleiro é fruto do mercado fonográfico recente, visto que seu primeiro álbum, &lt;em&gt;Por onde andará Stephen Fry?&lt;/em&gt;, foi lançado em 97. Mas comparações são inúteis quando o assunto é Zeca Baleiro.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;De todo modo, o artista se incluí no seleto grupo de exceções ao qual me referi no artigo anterior. Com uma batida ora suave, ora nervosa, suas letras são sutis e não seguem um único estilo. Zeca pode ser romântico, folclórico e de repente surpreender com um &lt;em&gt;rock’n’ roll&lt;/em&gt; , um samba ou mesmo um &lt;em&gt;rap&lt;/em&gt;. Tudo com a mesma competência e maestria.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;À primeira vista, ninguém dá nada por esse maranhense decendente de sírios, apaixonado por balas (o doce mesmo. Daí o apelido que em nada lhe agradava e acabou virando a sua marca) que abandonou o comércio para se tornar música por pura paixão. Perspicaz, de personalidade forte e humor sagaz, Zeca é, ainda, dono de uma voz grave, daquelas que enche os ouvidos e a alma, transportando o ouvinte para um mundo à parte.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nada co&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbFNnDX-shI/AAAAAAAAAAc/IuUr-p8qqK0/s1600-h/zeca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310110768962646546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbFNnDX-shI/AAAAAAAAAAc/IuUr-p8qqK0/s320/zeca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;merciais, suas letras precisam de uma sensibilidade mais aflorada para serem “digeridas”. Não porque sejam rebuscadas, mas porque não são simples. Ele usa metáforas sutis para falar de coisas simples como a solidão ou o amor. Em meio a um lirismo raramente visto ele embute críticas sociais às vezes vorazes, às vezes camufladas de humor.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Zeca Baleiro não é uma unanimidade. Graças a Deus, porque já diria o sábio Nélson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. No entanto, não existe um “eu gosto mais ou menos de Zeca Baleiro”. Quem gosta, gosta muito. Quem não gosta, não gosta e pronto. Ousado, inquieto, crítico, conectado a tudo o que acontece, Baleiro é um dos poucos Artistas, com “A” maiúsculo mesmo, daqueles que não se prende a rituais ou estilos, que sabe a importância da mudança e a quem tudo pode inspirar belas canções de letras e sonoridades.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não satisfeito com a marca de cinco discos de ouro, três prêmios Sharp, três indicações ao Grammy, o prêmio maior da música, cerca de 700 mil cd’s vendidos e uma série de mais de 800 shows que tiraram de casa mais de um milhão de pessoas, Baleiro se aventura pelas artes literárias e planeja lançar um livro em 2009 com os belos textos com os quais abastece seu site desde 2005. E o moço ainda pretende arrumar tempo para um programa de rádio, segundo informou em recente entrevista a um &lt;a href="http://www.acessa.com/xiis/arquivo/entrevistas/2009/03/05-zeca/"&gt;site local&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Se isso é muito? Pode ser, mas não me espantaria se amanhã ou depois a grande mídia divulgasse a manchete: “Livro de Zeca Baleiro está entre os mais vendidos”. O céu é o limite para esse artista versátil que adora cozinhar, ouvir músicas e não abandona suas raízes.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Zeca Baleiro é um homem de múltiplos talentos. Reservado, não faz questão de aparecer nas revistas com mulheres lindas e deslumbrantes, nem dá espaço para especulações sobre sua vida pessoal. Profissional, ele sabe que tem muito mais a oferecer para a sociedade do que munição para especulações sem sentido.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Para quem, por um motivo ou outro, não gosta de suas músicas, fica a dica para conferir seus &lt;a href="http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/"&gt;textos&lt;/a&gt;. Para quem não gosta dos textos, que se deliciem com as músicas versáteis, inesperadas e belas. E para quem nunca ouviu falar de Zeca Baleiro, corra para o &lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;Google&lt;/a&gt; e descubra esse universo tão especial de talento, lirismo, poesia, irreverência e ousadia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-4906249590845109299?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/4906249590845109299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/sobre-zeca-baleiro.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4906249590845109299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/4906249590845109299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/sobre-zeca-baleiro.html' title='Sobre Zeca Baleiro'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SbFNnDX-shI/AAAAAAAAAAc/IuUr-p8qqK0/s72-c/zeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-7212251907814528301</id><published>2009-03-05T04:30:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T08:52:14.531-08:00</updated><title type='text'>A música e a modernidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Cada momento por que passamos, cada pessoa de que gostamos, cada sentimento que se desperta dentro de nós possui uma trilha sonora específica que varia de acordo com as preferências e estilos individuais, talvez por isso a música seja quase uma unanimidade entre os seres humanos. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Através dos olhos, das vozes e das mãos dos artistas captamos impressões de mundo com as quais nos identificamos (ou não) e tentamos compreender os acontecimentos, aliviar as dores. Sem contar os inúmeros estudos já realizados comprovando os benefícios que uma boa melodia clássica pode trazer ao intelecto. Escrever letras, compor melodias e executar esse conjunto de forma harmoniosa são dons que possuem um poder extraordinário de transformação interna que está sendo esquecido por alguns músicos brasileiros da contemporaneidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Depois de embalar anos de protesto, de luta ideológica, paixões fervorosas e lindas histórias de amor a produção musical brasileira enfrenta um período crítico. Grande parte das músicas que figuram entre as mais tocadas no País se fazem valer de batidas contagiantes, refrões de fácil memorização e pouco (ou nenhum) conteúdo: rimas pobres e abordagens superficiais. &lt;/div&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;A música deixou de ser expressão artística, para se tornar produto e como tal, tem de atender as leis de mercado, segundo as quais vende mais o que é mais facilmente assimilado pelo público. A preocupação de parte das gravadoras é vender um produto final que seja de rápida aceitação, sem a menor preocupação com os efeitos produzidos pelas mensagens transmitidas. É preciso reconhecer que &lt;a href="http://trama.uol.com.br/portalv2/noticias/index.jsp?id=9385"&gt;alguns selos independentes ocupam-se da boa música&lt;/a&gt;, aquela que instiga a reflexão séria, sem desconsiderar o prazer do entretenimento, porém, ainda apresentam uma expressividade muito tímida no cenário nacional. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;O lirismo da Bossa Nova, a despretensão da Jovem Guarda e mesmo a suposta alienação da geração de 80 (muito em voga nos últimos tempos) têm seus repertórios revisitados constantemente – seja pelos jovens artistas em busca de mais consistência para o seu trabalho, seja pelos já consagrados que lançam incontáveis coletâneas de seus maiores sucessos a fim de afastarem o fantasma do ostracismo que cada vez chega mais perto, atraído pela superficialidade dos tempos modernos. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Essas regravações e coletâneas são sempre muito bem-vindas porque a arte genuína é atemporal. Jovens vozes e compilações servem para popularizar as eternas pérolas da nossa música. Contudo, é preocupante a parca produção musical contemporanea que nos obriga a garimpar na discoteca de nossos pais e avós para encontrarmos uma canção que traduza nossos sentimentos e aspirações de uma forma carregada de poesia porque isso esconde um problema de cunho sociológico muito mais profundo. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Ao contrário do que dizem, escassa é a inspiração não o talento. A sociedade continua a produzir artistas aos quais são relegadas imagens tão cruéis que nem sempre merecem ser refletidas em suas canções. E ainda que a sociedade fosse infértil de novos talentos autorais, os grandes compositores ainda estão em franca atividade e não têm apresentado nada de muito significativo nos últimos tempos, o que comprova a tese de escassez de inspiração. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Chico Buarque, monstro sagrado no cenário musical nacional, antevê seu futuro longe da música : acredita ele que acabará perdendo sua capacidade de compor e terminará seus dias dedicando-se à literatura. Quando um compositor dessa envergadura decreta o fim próximo de sua produção, percebemos um fenômeno que vai além da esfera artística, invade o terreno cultural - entendendo por cultura toda e qualquer forma de expressão social que componha a história de um povo, pois a arte não é desconexa da realidade: se a arte está vazia é porque a vida está vazia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se pode negar, no entanto, que a batida moderninha é muito eficiente quando o propósito único do indivíduo é a diversão: na balada, para curtir com os amigos nada melhor do que um ritmo que embale de forma sensual e envolvente os corpos ávidos por uma interatividade com o sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, e considerando a função de entreter, também fundamental a uma expressão artistica, pode-se dizer que a música da atualidade cumpriu parte do seu papel, mas de modo geral – salvo raríssimas exceções – o que está sendo feito nas décadas 90/2000 é totalmente dispensável quando o objetivo é o deleite da alma. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Para finalizar, fica a perturbadora pergunta: se a música é o reflexo de um tempo, a representação espontânea de uma sociedade, que tipo de imagem deixaremos para as gerações futuras?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-7212251907814528301?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/7212251907814528301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/musica-e-modernidade.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7212251907814528301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/7212251907814528301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/musica-e-modernidade.html' title='A música e a modernidade'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9035669687860018977.post-3765552464888860205</id><published>2009-03-04T09:59:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T04:19:26.227-08:00</updated><title type='text'>Por um público mais insatisfeito</title><content type='html'>&lt;p&gt;Talvez o internauta experimente uma certa reação de estranheza em relação ao título desta postagem de estreia. Talvez esse sentimento o deixe curioso quanto ao que está exposto nestas linhas, ou o faça desistir da leitura. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso porque, com certeza, o leitor faz parte dos 26 % da população brasileira que, segundo o&lt;a href="http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/materias_295174.shtml"&gt; Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional&lt;/a&gt;, o INAF, possui nível pleno de alfabetização, fato que o torna apto a ler textos longos, fazer inferências e outras tarefas que de tão simples, nem mesmo são racionalizadas. Já lhe tornaram intuitivas, inerentes à sua nature.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porém, esse mesmo título paradoxal que tanto o indignou pouco representa para 30% de seus compatriotas, cuja capacidade não vai além de localizar informações explícitas em textos curtos. Portanto, caro internauta, insatisfaça-se com o título e prossiga a leitura a fim de tirar suas próprias conclusões. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sessenta e oito por cento dos considerados alfabetizados pela pesquisa do INAF, possuem algum tipo de deficiência na arte de interpretar, decodificar as mensagens que lhes chegam pela mídia, seja ela impressa, televisiva, radiofônica ou virtual. Sim, muitas dessas pessoas têm acesso a internet, mas, nesse caso, não se pode considerar a democratização da informação, promovida pela rede internacional, como algo positivo pois, é como colocar um carro de corrida nas mãos de quem só está habilitado para dirigir uma bicicleta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os chamados alfabetizados funcionais não questionam a realidade veiculada pela grande mídia que, não raro, preocupa-se mais em colocar panos quentes, a fim de garantir a manutenção do status quo, do que dar ao público instrumentos para pôr em xeque o mundo à sua volta. Dessa maneira, a grande maioria da população torna-se títere nas mãos de governantes que, ao contrário do que possa parecer, têm na imprensa, uma aliada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não estou aqui fazendo generalizações, pois existem experiências relevantes no cenário brasileiro no que se refere a levar uma informação de qualidade e fomentar questionamentos interessantes, porém, tais experiências ficam restritas a um público específico, setorizado, elitizado e isso não pode ser desconsiderado, visto que é grave.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cada vez as notícias se tornam mais curtas, rasas, sem consistência; as análises mais elaboradas são feitas de forma rebuscada de forma que o grande público não as compreende integralmente. Há alguns anos o telespectador brasileiro foi comparado a Homer Simpson, personagem de desenho animado norte-americano conhecido por sua apatia diante da realidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Infelicidade à parte, talvez o autor da frase não esteja de todo equivocado. A cultura midiática popularizada nos dias de hoje prioriza o que é melhor assimilado em detrimento do que é realmente relevante. Coloca-se a culpa nas questões sociais que nos levam a estar sempre correndo sem tempo para ler os jornais devidamente, mas esquecem-se de que é possível uma linguagem jornalística simples, de fácil acesso e de qualidade. Aliás, é isso que aprendemos nos bancos de faculdade... e por favor, não roubem esta minha ilusão!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o nosso público é apático, nós somos os responsáveis, pois é nossa a função de formar opiniões, de transformar as mentes humanas, pretendendo mudar o mundo e isso não é só um discurso clichê, é uma realidade, deveria ser também uma profissão de fé para todos os profissionais da comunicação que têm nesse mister algo muito além da transmissão de informação e do entretenimento simplório.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo bem, confesso minha utopia: mudar o mundo pode ser pretensioso demais, mas existe algo em meu discurso sonhador, caro inernauta, que é preciso ser considerado. Trata-se da sua importância para nós, jornalistas; importância essa que tem sido esquecida por muitos profissionais da área. O público, seja ele um intelectual ou um trabalhador rural, deve ser tratado com respeito e com dignidade, pois é ao mesmo tempo nossa matéria-prima e nosso consumidor final: notícias não se fazem sem pessoas. Pessoas realizam atos, pessoas interpretam atos, pessoas reagem aos atos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É nosso dever crucial livrar nosso público das amarras obscuras da ignorância e pagar para ver o que ele fará quando conhecer a luz da informação. Muitos são os riscos, mas negar-lhes esse direito seria condenar-lhes a viver à margem ,sem que ao menos tenham consciência disso.É para isso que me formei: para manter meu público sempre insatisfeito com o que lê, vê ou ouve e, assim, possa buscar novos caminhos para que meu sonho deixe de ser uma utopia e possamos, enfim, mudar o mundo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9035669687860018977-3765552464888860205?l=bastidoresdacultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/feeds/3765552464888860205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/por-um-publico-mais-insatisfeito.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3765552464888860205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9035669687860018977/posts/default/3765552464888860205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bastidoresdacultura.blogspot.com/2009/03/por-um-publico-mais-insatisfeito.html' title='Por um público mais insatisfeito'/><author><name>Marinella Souza</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_CeW6aElSsS8/SfMjyD7P2fI/AAAAAAAAAFg/qfD_ICZALCo/S220/DSCN2048.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
